Seminário Amplia Debate Sobre Saúde Mental

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Seminário Amplia Debate Sobre Saúde Mental

O seminário “Perspectivas para a produção de conhecimentos e ação no campo da saúde mental no trabalho”, promovido pelo Grupo de Trabalho de Saúde Mental da Fundacentro, marcou um avanço significativo na discussão sobre saúde mental no ambiente de trabalho. Especialistas renomados, como Ana Rúbia Wolf Gomes e José Marçal Jackson Filho, destacaram a necessidade de implementar políticas inclusivas e ressaltaram a relevância do trabalho na vida dos indivíduos.

Durante o evento, a Fundacentro apresentou suas ações para expandir pesquisas e desenvolver políticas nacionais voltadas à saúde mental no trabalho. Além disso, enfatizou a importância de integrar essas políticas ao Sistema Único de Saúde (SUS), demonstrando as possibilidades de atuação intersetorial.

O seminário também analisou os desafios enfrentados pelos servidores públicos, abordando a precarização do trabalho e a necessidade de melhorar as condições laborais para promover a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores. Este evento representou um passo decisivo para aprofundar a compreensão dos problemas e buscar soluções eficazes no campo da saúde mental no trabalho.

(Leia também: “Saúde Mental e Prevenção de Riscos Psicossociais”)

Saúde Mental e a Fundacentro

Está disponível, no canal da Fundacentro no YouTube, o seminário “Perspectivas para a produção de conhecimentos e ação no campo da saúde mental no trabalho”. Esse foi o primeiro evento realizado pelo Grupo de Trabalho (GT) de Saúde Mental da Fundacentro.

Ana Rúbia Wolf Gomes, José Marçal Jackson Filho, Marcelo Kimati, Marcia Hespanhol Bernardo e Tereza Luiza Ferreira dos Santos abordaram a produção de conhecimentos e ações em saúde mental no trabalho, destacando a importância de políticas sociais inclusivas.

Os pesquisadores apontaram a necessidade de considerar o significado do trabalho na vida dos indivíduos e ainda discutiram temas como precarização do trabalho e os desafios enfrentados pelos servidores públicos.

A questão da saúde mental no trabalho e as políticas públicas

Marcelo Kimati, assessor da presidência da Fundacentro, falou sobre a expansão das ações, no campo da saúde mental e trabalho, desenvolvidas pela Fundacentro.

Realizar pesquisas aplicadas para promover políticas e legislações nacionais, articular com Observatório Nacional de Saúde Mental e Trabalho, visando estudos de dimensão nacional, e buscar desenvolver políticas sociais e culturalmente sensíveis, focadas na redução de desigualdades, estão entre atividades já desenvolvidas pela instituição.

Já Marcia Hespanhol Bernardo, psicóloga, contextualizou a estruturação das áreas de saúde mental e saúde do trabalhador no Sistema Único de Saúde (SUS), demostrando as possibilidades de atuação intrassetorial com relação à saúde mental relacionada ao trabalho.

A produção da Fundacentro

Em 1988, a Fundacentro possuía apenas um psicólogo, um administrador e um estagiário em seu setor de Psicologia e ainda não havia produções e uma agenda definida em relação à saúde mental do trabalhador, na época.

Com o passar dos anos, o quadro de servidores nessa área aumentou, assim com as demandas de estudos. Em sua fala, a tecnologista Tereza Luiza Ferreira dos Santos contou a trajetória dos projetos, dissertações, intervenções, produções técnicas e disseminação de conhecimento em saúde mental e trabalho realizadas pela instituição, de 1988 até os dias atuais.

Entre os trabalhos atuais apresentados pela tecnologista estavam os projetos de pesquisa: Riscos Psicossociais no Trabalho e a Política Pública Jovem Aprendiz; e Estudo Técnico/Estudo Exploratório: Referências bibliográficas sobre Mindfulness/Atenção Plena no âmbito do mundo do trabalho.

O desafio da produção de conhecimentos e a transformação do trabalho

Em sua apresentação, o pesquisador da Fundacentro, José Marçal Jackson Filho, abordou os elementos para compreender os problemas de saúde dos servidores públicos e transformar seu trabalho.

As condições de trabalho adversas, as situações de violência no ambiente organizacional, o modelo de demanda, a influência do patrimonialismo, as políticas públicas contraditórias, a ausência de recursos e a materialização da desnecessidade do serviço público estão entre os aspectos apontados pelo pesquisador.

“Para superar conflitos institucionais, promover a qualidade do trabalho e a saúde dos trabalhadores, é preciso desenvolver uma cultura de intervenção, externa, sobretudo, em um momento em que se observam duras condições de trabalho público inseridas em organizações patológicas”, conclui Marçal.

Para assistir ao evento, acesse o no canal da Fundacentro no YouTube.

Publicado em 12/08/2024 12h55

(Fonte: “Seminário amplia debate sobre saúde mental”)

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