A Complexidade do Gerenciamento de Riscos: Mitos e Verdades

Descubra os segredos ocultos do gerenciamento de riscos que Mario Sobral desvenda em seu mais recente artigo, “A COMPLEXIDADE DO GERENCIAMENTO DE RISCOS: O QUE NINGUÉM TE CONTOU”. Neste diálogo revelador, Sobral transcende a abordagem convencional de checklists e matrizes para explorar as profundezas inexploradas da segurança no trabalho. Com uma narrativa cativante, ele nos guia por uma jornada que revela como a interação entre trabalhadores e seu ambiente, influências psicológicas, e até mesmo a cultura organizacional desempenham papéis cruciais na identificação e gestão de riscos.

Este artigo não é apenas uma leitura obrigatória para profissionais da área de segurança do trabalho; é um chamado à ação para todos que buscam uma compreensão mais profunda sobre como os riscos realmente funcionam e como podemos proteger melhor nossos trabalhadores. Sobral desafia a noção de que os especialistas em riscos possuem todas as respostas, argumentando convincentemente que o verdadeiro especialista é muitas vezes o próprio trabalhador.

Prepare-se para ter suas percepções desafiadas e seu entendimento sobre gerenciamento de riscos ampliado. Este artigo é um recurso inestimável que promete não apenas informar, mas também transformar a maneira como pensamos sobre segurança no trabalho. Compartilhe esta visão pioneira com sua rede e junte-se à conversa sobre a criação de ambientes de trabalho mais seguros e conscientes. Vamos lá?!

A COMPLEXIDADE DO GERENCIAMENTO DE RISCOS: O QUE NINGUÉM TE CONTOU

Professor, estive pensando que o gerenciamento de riscos é muito mais complexo do que a maioria das pessoas imagina.

Como assim, meu filho?

As pessoas estão achando que vão trabalhar com uma espécie de checklist dos perigos da empresa e depois vão jogar em uma matriz para identificar os riscos mais críticos e a partir deste ponto vão propor os controles.

É verdade, essa é uma visão simplificada, mas estou curioso com a complexidade que você mencionou. Concordo com você e tenho alguns argumentos a acrescentar, mas gostaria de ouvi-lo primeiro.

Está tentando roubar minhas ideias, professor? Brincadeira, não consegui resistir!

Engraçadinho! É o preço de não poder reprovar ex-alunos! Mas me diga, quais são suas ideias? Estou curioso.

Primeiro ponto é acreditar que um checklist será suficiente para identificar os perigos. Lógico que irá ajudar, mas não pode ser a única ferramenta de levantamento dos dados, além disso pode ser até um fator limitante, caso o avaliador não consiga enxergar além deste padrão.

Entendo, e qual é o segundo ponto?

O segundo ponto, que muita gente não entende, é pensar que este gerenciamento de riscos está relacionado exclusivamente com máquinas, cadeiras, ferramentas, ou seja, focam nos “objetos”. Esquecem que estes objetos ou mesmo processos, por si só, não são perigosos, mas sim a interação destes com os trabalhadores, que têm influências psicológicas, sociais, cognitivas etc.

Meu filho, você está falando bonito. Continue que eu estou gostando.

Obrigado, professor! O terceiro ponto é acreditar que temos especialistas em riscos, que por causa da leitura de um livro, duas NBRs e planilhas baixadas de sites, têm todos os conhecimentos necessários para identificar o que for necessário nos postos de trabalho. Esquecem que na realidade o especialista do posto de trabalho é o trabalhador.

Perfeito, meu filho! Além disso tudo é importante lembrar que os riscos não são objetivos. Duas pessoas trabalhando na mesma máquina não estão expostas aos mesmos riscos e uma matriz de riscos que irá nos ajudar a “quantificar” a criticidade por meio de número de expostos, frequência da exposição, gravidade e probabilidade nunca terá a capacidade de considerar todas as variáveis envolvidas. Por exemplo, imagine que fossemos avaliar uma máquina em determinado setor, porém o responsável por esta área é extremamente rígido atuando com pressão exagerada na produção dos trabalhadores; nesta mesma empresa vamos avaliar o trabalhador do segundo turno na mesma máquina, mas digamos que a chefia tem uma atitude totalmente diferente da anterior. Acho que fica claro que mesmo realizando as mesmas atividades os riscos serão diferenciados.

Olha que o senhor considerou só a chefia e o turno, se formos pensar na experiência do profissional, em limitações físicas do trabalhador, na influência do ambiente, como ruído ou calor, a forma de trabalho, suas motivações. Estas e outras variáveis também influenciarão na avaliação dos riscos.

Exatamente, meu filho. No entanto, apesar de toda a complexidade, muitas empresas acabarão contratando aquele profissional que se julga o especialista e que sozinho irá definir o que é mais arriscado, porém nesta avaliação terá todos os seus vieses decorrentes dos seus conhecimentos, da sua vivência e das suas limitações como qualquer profissional.

Este é o meu medo, professor. O gerenciamento de riscos virar mais um monte de papel, com planilhas coloridas, que será elaborado de forma limitada, para atender a uma obrigatoriedade legal ao invés de ser uma forma de auxiliar no gerenciamento dos riscos e consequentemente de trazer maior proteção ao trabalhador.

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Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

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