O que é e como utilizar o PDSA em SST?

Adilson Monteiro nos convida a explorar uma abordagem inovadora para a segurança no trabalho, substituindo o tradicional ciclo PDCA pelo mais aprofundado ciclo PDSA. Enquanto o PDCA se concentra em um sistema de comando-controle, o PDSA, reintroduzido por William Deming, enfatiza o estudo detalhado dos processos, integrando fatores humanos e organizacionais. Monteiro destaca como essa mudança de perspectiva pode trazer uma análise mais inteligente e eficaz, focando no trabalho real em vez do imaginado. Mergulhe neste artigo para descobrir como o PDSA pode revolucionar a forma como entendemos e aplicamos a segurança no ambiente de trabalho.

Uso do PDSA para evoluir o processo da Segurança

Tradicionalmente  o Ciclo PDCA é usado na Segurança como uma metodologia de gestão iterativa focada na melhoria contínua de processos. PDCA é uma sigla em inglês para Plan (planejar), Do (fazer), Check (checar) e Act/Adjust (agir ou ajustar).

Porém esta metodologia para a Segurança Moderna tem o problema por ser baseada no sistema puro de comando-controle, de comparação ao que foi estabelecido (Trabalho Imaginado) e não o pensamento do que a realidade de uso tem mostrado (Trabalho Real). Isto se deve do pensamento da criação dos sistemas da qualidade e começou a ser desenvolvido nos anos 1920 pelo engenheiro Walter Shewhart criou o Controle Estatístico de Processos (CEP), uma ferramenta de qualidade para prevenir e detectar defeitos.

Em complemento e mais alinhado aos nosso objetivos como Segurança , o professor e matemático estadunidense William Deming reintroduziu no ciclo de Shewhart, na sua última versão em 1993, com os passos Plan – Do – Study – Act (PDSA).

Para Deming o PDCA , o “C” check implica em uma análise limitada e superficial dos dados coletados puramente por comparativo com ciclos anteriores, portanto é necessário estudar o contexto e outras variáveis antes não estudadas mas cruciais para a melhoria do processo, o “S” de estudo. É nesta etapa que poderão ser identificados  problemas ou falhas no processo, tais como as humanas, e assim serem produzidos novos contextos, integrando fatores humanos e organizacionais, evitando o reducionismo puramente racional e linear.

Em um sistema sociotécnico complexo a mera comparação com padrão de resultados anteriores não conseguimos estabelecer os contextos que os provocaram, tendo a necessidade de aprofundar o “porque” dos resultados dentro dos fatores humanos e organizacionais do processo analisado, eis o problema da falta de efetividade nos indicadores reativos.

Logo a substituição do “Check” pelo “Study” proporciona uma forma de  visão muito mais profunda do que o proposto no ciclo PDCA, muitas vezes consumindo mais tempo que o próprio planejamento “P”, de modo que as observações sejam feitas com um propósito real de evolução e aprimoramento focando  no trabalho real e não somente no imaginado.

Analisar os processos da Segurança com uma visão de PDSA e não de PDCA, traz mais inteligência nesta análise da efetividade dos processos entendendo a realidade e não somente checando pontos , ou seja, no PDCA, a fase de checagem implica apenas na ação de questionamento comparativo entre os resultados obtidos e a expectativa sobre eles na etapa de planejamento. Já no PDSA, a ação de estudar os resultados no contexto que foram produzidos com a visão de campo, linha de frente e assim entender mais a realidade aplicada e não somente a planejada.

Esta é a principal pergunta que devemos fazer em todos os processos da Segurança com respeito à sua efetividade: qual  o aprendizado que o contexto está nos ensinando?

FONTE: https://www.linkedin.com/posts/adilsonmonteiro_designforsafety-hop-activity-7274739649615396867-0R-v/?utm_source=share&utm_medium=member_ios

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