Quando buscamos imagens no site google sobre ergonomia o que mais encontramos são imagens ilustrativas relativas a atividades com computadores ou relacionadas aos mesmos.
Vejamos o conceito de Ergonomia.
“O estudo das interações das pessoas com a Tecnologia, a Organização e o Ambiente, objetivando intervenções e projetos que visem melhorar de forma integrada e não dissociada o Conforto, o Bem Estar, a Segurança e a Eficiência das atividades humanas no trabalho.”
Complementando este conceito temos:
- Tecnologia, a Organização e o Ambiente – Análise Ergonômica
- Intervenções e Projetos – Ação Ergonômica
- Visem melhorar de forma integrada e não dissociada – Melhoria Contínua
- Conforto, o Bem Estar – Critérios de Saúde
- Segurança e a Eficiência – Critérios de Produtividade
Modificar o processo de trabalho para adequar a atividade às características, habilidades e limitações das pessoas, com vistas ao seu desempenho eficiente, confortável e seguro.
Reduzir Doenças Ocupacionais, cansaço do trabalhador, possibilidade de erros, acidentes de trabalho, ausências no trabalho, custos operacionais.
Aumentar o conforto do trabalhador, a produtividade e a receita da empresa.
ERGONOMIA
Como é vista pelas Empresas?
Como pensam os Profissionais?
Qual a sua Abrangência?
Quem pode elaborar a AEP ou a AET?
São questionamentos válidos e importantes sobre o que se tem visto em discussões em grupos de WhatsApp quanto as dúvidas e conhecimento técnico sobre o que é Ergonomia e o que ele representa.
“Não se pode inferir um erro na observação de uma atividade, mas sim primeiro entende-la.”
“O resultado deve ser raro, os ingredientes tem de ser simples.” (Paulo Leminski)
“Conversação é a melhor técnica de se obter respostas de uma pergunta que não foi feita.”
“A grande oportunidade de uma apresentação é que você irá falar e apresentar algo que todos ainda não sabem.”
“Um pedido realizado várias vezes para quem pede, ele é muito importante em relação ao pedido realizado uma vez.”
“Saber ouvir, falar pouco.”
“Iniciar o trabalho no item que irá gerar maior impacto.”
Em uma análise ergonômica, como se estabelece:
- Jornada de Trabalho?
- Escala de Pessoas?
- Efetivos?
- Metas de Produção?
- Níveis de Produtividade?
- Métodos de Trabalho?
- Formação de Equipes?
O que tudo isso tem a ver com a ergonomia?
Quando apontamos “ausência de ergonomia em uma organização, podemos identificar alguns pontos quanto a:
ÁREAS HUMANAS: Pessoas sofrendo incapacidade; vítimas de acidente de trabalho; clima social.
ÁREAS ECONÔMICAS: é Absenteísmo; é Custos diretos e indiretos; é Dificuldade de produção.
REPUTAÇÃO (Interna / Externa): Desmotivação; problemas com parceiros sociais; inspeção do trabalho (MTE); acionistas; opinião pública; desempregos.
- Cuidado na utilização da palavra “FÁCIL” – Não é recomendável.
- O cliente é que deve colocar os adjetivos.
- Evitar utilizar os adjetivos “NÃO”, “NUNCA” em ergonomia.
- Não apresentar nos primeiros encontros os problemas ergonômicos existentes de seu conhecimento (Físico; Cognitivo e Organizacional).
- Apresentar o que você como ergonomista pode solucionar de problema para a empresa de forma sutil.
->Custos dos afastamentos
->Custos dos acidentes
->Custos de formação de novos empregados
->Queda de produtividade
->Queda na qualidade dos produtos
->Indenizações judiciais
->Danos à imagem da empresa (interna e externa)
->Outras consequências que forem identificadas
- Uma empresa pode ser excelente em alguns processos e precária em outros. (Analisar)
- Cada problema deve ser analisado e a proposta (posologia) diferenciada.
- Trabalhar em degraus é avançar gradualmente.
- Conhecer o histórico da organização.
- Adaptação ao nível da organização e do Gerente quanto a forma de informar.
- Saber definir “Ergonomia” de forma mais simples.
- Saber informar sobre sua funcionalidade e benefícios.
- Demonstrar a interação com as demais áreas da organização.
- Saber coletar problemas para gerar “Demanda”.
- Interagir com a resistência.
- Interagir com situação de “tudo estar bem” ($$, mercado, etc.).
- Adaptar informações entre linguagem “técnica” e “formal”.
- Saber lidar com pressões quanto ao tempo necessário por meio de cobrança da organização.
- Saber lidar com pressão em definir uma resposta rápida e com definição imediata.
- Lidar com interrupções constantes.
- Haver interação do grupo antes e durante a visita.
- Lidar com afirmações da organização, de “não possuir problemas”.
- Lidar com afirmações da organização em possuir problemas e os mesmos serem “normais”.
- Ter cuidado em haver uma nova possibilidade de visita em ter de iniciar todo o processo novamente (não compensa).
- Identificar um meio de obter informações sobre o processo ou método de trabalho da organização para identificar “Demandas”.
ESTRATÉGIAS
- PREPARANDO
->O que eu estarei fazendo lá?
->Ao ir para a organização, deve-se concentrar sobre o trabalho que será realizado.
->Repassar o roteiro da visita antecipadamente para checar todos os pontos.
- ESTANDO
->Olhar todos os Como fazer o que necessito obter lá?
- INDO
->trabalhadores com respeito.
->Interferir o mínimo possível no trabalho que está sendo realizado pelos trabalhadores durante a sua visita.
->Se apresentar a todos, sem exceção.
->Explicar o trabalho que está sendo realizado por você e sua equipe (se houver).
Separar o que realmente é a demanda e as inadequações existentes que não estão agregadas a mesma.
Deve haver o cuidado com as intervenções, por exemplo: Projeto de outro profissional com erros que não compõem a demanda solicitada.
INQUÉRITO REVERSO
Abordagem com foco em perguntas de como pode acontecer um problema, ou seja, deixar os trabalhadores informar de outra maneira, de modo que não comprometa nomes e cargos.

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