Como fazer uma avaliação ergonômica preliminar?

A ergonomia desempenha um papel fundamental na garantia da saúde e produtividade no ambiente de trabalho. A busca por uma avaliação ergonômica preliminar eficiente e de qualidade é um passo crucial para mitigar riscos e promover condições laborais adequadas. Neste artigo, Thiago Lorenzi destaca quatro etapas essenciais para a construção de uma avaliação ergonômica preliminar consistente. Desde a identificação dos riscos até a escolha de ferramentas adequadas, a ponderação dos fatores de risco, o planejamento de ações assertivas e a adoção de softwares especializados, cada passo é crucial para uma avaliação completa e eficaz. A implementação dessas etapas não apenas identifica os problemas ergonômicos, mas também oferece soluções tangíveis para melhorar as condições de trabalho, promovendo a saúde e o bem-estar dos colaboradores. Acompanhe este guia detalhado e otimize o processo de avaliação ergonômica preliminar, preparando-se para enfrentar os desafios do ambiente laboral contemporâneo de forma mais proativa e eficiente.

4 passos para construir uma avaliação ergonômica preliminar de qualidade

Vamos lá, direto ao ponto:

1- IDENTIFICAÇÃO dos riscos ergonômicos

Escolha uma ferramenta para te auxiliar no mapeamento dos fatores riscos ergonômicos que tenham relevância no mercado. 

Pode ser uma ISO, um checklist de cientistas renomados da área ou até uma tabela referenciada pela fundacentro ou pelo próprio governo.

Deixo aqui 3 sugestões:

  • ISO TS 20646
  • Tabela 23 do E-social
  • Checklist para AEP de Hudson Couto

2- PONDERAÇÃO dos riscos ergonômicos

Escolha uma matriz de risco para dimensionar o impacto da exposição de cada fator de risco. Ponderação nada mais é do que a contextualização do risco. 

  • Qual a frequência e/ou intensidade daquele gesto, ou daquela exposição?
  • Existem queixas ou verbalização? 
  • Qual a consequência do dano? 
  • A empresa oferta medidas de prevenção e controle?

Deixo aqui 3 sugestões de matriz de risco:

  • FMEA
  • Ponderisk
  • BS 8800

3- PLANO DE AÇÃO para o gerenciamento dos riscos ergonômicos

Apontar condutas de solução para cada fator de risco é fundamental. 

Você pode dividir as condutas entre aquelas “para eliminar” e aquelas “para prevenir ou amenizar” os fatores de risco. 

Você ainda não pode abrir mão de classificar estas demandas em ordem de prioridade. Leve em consideração nesta classificação não só o risco, mas o impacto da solução (custo, complexidade, pessoas atingidas, etc)

Eu costumo usar 4 “tags” nesta classificação. 

  • Rápida Solução
  • Prioritário
  • Grandes Projetos
  • Monitorar

4- SOFTWARE para inventário e gerenciamento dos riscos ergonômicos

O excel é uma excelente ferramenta, confesso. Mas ele tem algumas limitações, concorda? 

Se você quer ganhar tempo e se apresentar como um profissional diferenciado, acredito que você não pode abrir mão de ter um software trabalhando a seu favor.

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

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