Por: Rogério Balbinot
No RS Data, é possível cadastrar uma matriz de categorização para avaliar exposições (metodologia e parâmetros), aplicar essa categorização no cadastro das exposições, gerar os documentos do PGR e do GRO (documento base) e ainda gerenciar planos de ação pelo PDCA, com histórico, prorrogação de prazo, progresso e anexos.
Este artigo explica o passo a passo apresentado no vídeo: do cadastro da matriz até a emissão do PGR/GRI e a gestão dos planos de ação.
Cadastro da Matriz de Categorização: onde fica e para que serve
O primeiro passo é cadastrar a matriz de categorização, que define como a empresa vai avaliar uma exposição encontrada e quais parâmetros serão usados.
Para localizar no sistema:
- Acesse: Cadastros complementares → Local de Engenharia → Cadastro de matriz de categorização ou pesquise por “Matriz”
Nessa tela, o sistema permite:
- Criar várias matrizes
- Definir nome e descrição
- Definir os dois eixos de análise (X e Y) —o exemplo junto a matriz padrão é probabilidade e gravidade
Como preencher os eixos: Probabilidade e Gravidade
Após criar os eixos, você preenche o que faz parte de cada eixo.
Probabilidade
Ao cadastrar uma probabilidade, o sistema permite informar:
- Nome
- Sigla
- Peso
- Valor
- Contexto
Gravidade
Na aba gravidade, você cadastra:
- Descrição
- Sigla
- Peso
- Valor
- Contexto
Priorização: faixas de valores, categoria e prazo (em dias)
A última parte da matriz é Priorização, onde você define faixas de valores (ex.: “0 a 01”, “01 a 02”, “46 a 99”).
O objetivo é:
- A combinação de peso de probabilidade + gravidade se enquadrar em uma faixa
- E essa faixa determinar:
- Nome
- Período inferior e superior
- Categoria
- Prazo para a ação ocorrer (em dias)
Esse prazo influencia:
- o plano de ação
- e o PGR
Também existe o campo:
- Orientação de medidas de controle
Atenção: “Nível de ação” na priorização
Na priorização, existe um campo “nível de ação”. Se estiver marcado, mesmo que a exposição esteja abaixo do nível de ação, ela pode ser classificada como acima do nível de ação dependendo da classificação definida. Influenciando no cadastro do risco, deixando a marcação de mesmo nome flegada.
Aplicando a matriz no cadastro das exposições (cargos e fatores de risco)
Depois da matriz pronta, o próximo passo é ir ao cadastro raiz das exposições, onde o sistema permite categorizar e criar plano de ação.
Dentro da exposição, você:
- Classifica a matriz de categorização
- Define a categoria do risco puro atual (como foi encontrado)
- Define a projeção no resultante/residual
Plano de ação nas medidas de controle: objetivo, meta, status e indicadores
Ainda dentro do cadastro da exposição, o sistema permite criar um plano de ação nas medidas de controle necessárias.
O plano terá:
- a data de início da exposição
- preenchimento de:
- Objetivo
- Meta
- Status
- Indicadores
- O que será feito para melhoria
A ideia é que essas informações depois também possam refletir no PGR (dependendo das configurações).
Documentos e informações complementares na exposição
No cadastro da exposição, existem campos de documentos e análise, como:
- Análise do perigo / considerações
- Descrição do risco ao estar exposto (ex.: ruído)
- Parâmetros como:
- Meio de propagação
- Comprometimento à saúde
- Lesões
- Agravos à saúde
Essas informações do cadastro raiz podem ser apresentadas no documento do PGR.
GRO PGR: Emissão do PGR e Documento base GRO
No menu GRO PGR, existem separações:
- Emissão do PGR
- Documento base GRO
E o sistema permite três formas de gerar documentos:
- Somente PGR
- GRO + PGR em conjunto
- GRO e PGR separados
Documento base GRO: textos, tags e explicação das matrizes
No Documento base GRO, é possível criar o documento com:
- Nome do documento base
- Textos de instruções/embasamento
- Tags chaves para usar nos textos
Estrutura de texto com:
- títulos e subtítulos
- níveis (nível 1 e nível 2)
- campos de textos (citando “textos 1, 2, 3 e 4” no exemplo)
Também é possível definir:
- quais matrizes serão explicadas no embasamento
Para imprimir o GRO separado
Para imprimir o GRO de forma independente, é necessário preencher quatro profissionais:
- responsável
- avaliador
- responsável da implementação
- representante da direção
Sem esses quatro preenchidos, a impressão de GRO e PGR + GRO, não será possível.
Emissão do PGR: primeira versão “básica”, ajustes por abas e configurações
Ao incluir um novo documento na Emissão do PGR, é obrigatório preencher:
- cidade
- local da empresa
Após ver a primeira versão, o sistema oferece abas complementares para ajustar o documento, como:
- objetivos
- bibliografias
- treinamentos
- aparelhagens
- considerações gerais
Considerações gerais: textos livres
No menu “Considerações gerais” pode ser criado:
- textos padronizados
- textos personalizados por cliente
Vincular o Documento base GRO ao PGR
Na aba “Documento base GRO”, você faz o vínculo do texto do GRO (que já precisa estar cadastrado).
Configurações: marcar/desmarcar itens e gerar quantas vezes precisar
As configurações são “muito particulares” podendo:
- marcar/desmarcar itens que mudam a apresentação do documento visualmente
- gerar e imprimir várias vezes até chegar ao formato ideal
Documento padrão
Se o documento ficar “próximo do perfeito” para uso recorrente, o sistema permite:
- Salvar como documento padrão
- E, ao criar um novo cliente, o sistema pode perguntar se deseja reaproveitar esse documento padrão.
Impressão: PGR ou Impressão agrupada
Após selecionar o documento, o sistema mostra duas opções:
- PGR
- Impressão agrupada
– Impressão agrupada só funciona se o Documento base GRO estiver vinculado ao PGR.
Caso não esteja, o sistema não realiza esse tipo de impressão.
Download concluído e primeira visualização do documento
Ao gerar o documento:
- ao concluir, exibe um alerta informando que o download está concluído
- então permite a primeira visualização para validar o conteúdo (cabeçalho, sumário, textos padrões etc.)
O tempo de geração pode variar conforme:
- o tamanho da empresa cadastrada
Inventário de riscos no PGR: campos e classificação (puro e residual)
No exemplo exibido, o inventário de riscos consta com informações do cadastro raiz, incluindo campos como:
- lesões
- observações
- recomendações
Também pode trazer:
- classificação de categoria do risco puro e residual
- cores relacionadas à categorização
- explicação dessas cores no texto do GRI (se configurado)
Além disso, é possível optar para que, no final do documento, apareçam:
- planos de ação vinculados à empresa (se marcado nas configurações)
PDCA: gestão dos planos de ação com histórico, prorrogação e anexos
No mesma menu, existe o PDCA, que permite gerenciar os planos de ação:
- Prorrogar prazo de entrega, informando data e motivo
- Alterar o progresso
- Manter histórico
- Anexar arquivos extras para acompanhamento da evolução do plano
Conclusão
Pelo fluxo mostrado, o RS Data permite:
- criar matrizes de categorização com eixos (probabilidade e gravidade)
- definir priorização por faixas com categoria e prazo (dias)
- aplicar essa categorização nas exposições (risco atual e residual)
- criar planos de ação diretamente nas medidas de controle
- gerar PGR e Documento base GRO com textos, tags e configurações
- imprimir PGR e, quando o GRO estiver vinculado, imprimir também de forma agrupada
- gerenciar planos de ação via PDCA com prorrogação, progresso, histórico e anexos

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.


