Integrar a saúde mental ao “S” de ESG deixou de ser tendência para se tornar uma exigência do mercado. A qualidade de vida no trabalho impacta diretamente o engajamento, a produtividade e a competitividade das empresas. Neste artigo, Fábio Arruda apresenta resultados de pesquisa que mostram como a adoção de estratégias voltadas à saúde mental pode transformar o ambiente organizacional e gerar valor sustentável para os negócios.
O cenário mercadológico contemporâneo exige das organizações um posicionamento estratégico de mercado. Por estratégia mercadológica deve-se compreender a adoção de um comportamento empresarial de sócio responsabilidade, voltado à adoção de práticas ambientais, organizacionais, sociais e outras. Problemas que afetam a saúde mental dos colaboradores formulam hoje uma das maiores preocupações do cenário organizacional em todo o mundo, presente dentro de organizações dos mais distintos nichos de mercado. Por outro lado, a produção de resultados estratégicos vincula-se com a qualidade do ambiente organizacional e da saúde mental dos colaboradores.
Na produção de um ambiente laborativo hígido, diante do cenário deletério identificado, a inserção da saúde mental no “S” da Environmental, Social, and Governance (ESG) é uma questão emergente, a qual pode beneficiar as próprias empresas. O objetivo da pesquisa foi analisar como a inserção dos cuidados em saúde mental no “S” da ESG pode contribuir para a criação de um ambiente laborativo hígido e voltado para a produção de melhor engajamento e competitividade empresarial. Utilizou-se da metodologia de revisão integrativa de literatura para fundamentar a pesquisa com resultados extraídos de outros estudos científicos, buscados nas bases de dados do Capes, do Google Scholar, do Scielo e outras, publicados nos últimos cinco anos, nos idiomas inglês e português. Esta foi uma pesquisa de abordagem qualitativa, de natureza básica, com objetivo descritivo e procedimento de revisão de literatura.
Os resultados encontrados demonstram com clareza que a implantação das práticas de Environmental, Social, and Governance (ESG) dentro de organizações de qualquer nicho mercadológico ou porte estrutural são capazes de trabalhar estratégias capazes de criar um ambiente laborativo hígido e, mais do que isso, a abordagem de estratégias em saúde mental dentro do “S” destas práticas é eficaz para promover boa qualidade de vida no trabalho, além de impulsionar resultados mercadológicos positivos em favor das empresas.
Concluiu-se então a pesquisa pelo reconhecimento da relevância de implantação das práticas em saúde mental na promoção de melhor qualidade laborativa e resultados mais favoráveis dentro das organizações.
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