Reinventando a Segurança: A Força da Diversidade na Quebra de Paradigmas

No artigo “Qual é a Diversidade na Segurança se fazemos tudo igual?”, Adilson desafia a abordagem convencional na gestão de segurança, argumentando que a padronização já não atende às complexidades do mundo atual. Ele defende que incorporar a diversidade — de ideias, experiências e perspectivas — é crucial para criar sistemas de segurança mais eficazes, adaptáveis e inovadores.

Adilson nos convida a ver a diversidade não apenas como um valor ético, mas como uma estratégia essencial para aprimorar a segurança. O artigo é um chamado à ação para profissionais da área e líderes organizacionais, incentivando-os a adotar abordagens mais inclusivas e aprendizagem contínua em seus processos.

Se você busca insights para transformar práticas de segurança e promover uma cultura de inovação e resiliência, “Qual é a Diversidade na Segurança se fazemos tudo igual?” é leitura obrigatória. Prepare-se para explorar como a diversidade pode ser a chave para enfrentar os desafios de segurança do futuro.

Qual é a Diversidade na Segurança se fazemos tudo igual?

A Diversidade em senso comum está na convivência de indivíduos diferentes em relação à etnia, orientação sexual, cultura e gênero, o que é ótimo ter nas equipes de Segurança , mas chamo a atenção para o termo em uma concepção mais ampla de significado , ou seja ,na qualidade daquilo que é diverso, diferente, variado, que tem multiplicidade dentro da gestão da Segurança.

A padronização de tudo no que está ao redor da Segurança, é o inimigo da Diversidade,  é um dogma fossilizado há dezenas de anos na cabeça dos profissionais da Segurança.

Em um Mundo que reconhecemos a complexidade sociotécnica econômica e por este motivo sistemas e soluções lineares não fornecem as respostas aos desafios encontrados na área , ainda insistimos em padronizar , colocar mais uma página nos procedimentos, encarar os trabalhadores (as) como padrões de comportamento e respostas , etc.

Pensemos no seguinte : um processo é criado para ter a maior eficiência em termos de padrões de qualidade , tempo de entrega e insumos , fazendo sentido pois estes são mensuráveis e rastreáveis de forma linear. Já o outro componente do sistema , o ser humano, ou melhor , os recursos humanos, são tratados da mesa forma como se não houvesse diferenças entre as pessoas como por exemplo , altura , peso, destra ou canhota, daltônica, além de características relativas a cognição e sinestesia, entre outras, portanto , não se encaixando no modelo racional e aparentemente fonte dos desajustes e erros no sistema. Contudo esta diversidade da forma do humano é a realidade e precisa ser encarado de forma não-linear para termos sucesso nos sistemas.

Até hoje não vi um procedimento que trate estas diferenças , por exemplo um para pessoa destra ou canhota, um específico para pessoas daltônicas e assim por diante, sem falar nos treinamentos com slides infindáveis com a mesma linguagem e forma de apresentar “robotizadas” há anos .

Assim , penso que ter maior Diversidade na Segurança , além do “stricto senso” do tema, é ampliar sua forma e maneiras de gestão, “lato senso”,  pois enfrentar as dificuldades de um ambiente sociotécnico econômico complexo , requer da Segurança e da Organização, um forte direcionamento ao aprendizado e fazer diferente a sua gestão:

– Conhecimento teórico e tácito capturados e aplicados ;
– Aprendizagem diversificada, mesmo para a mesma matéria;
– Sistemas supervisionados e auto organizados dependo da criticidade e conhecimento,
– Aceitação de posicionamento diversos e até contrários de todas as partes;
– Envolvimento sempre da linha da frente na criação dos processos;
– etc.

A Organização do futuro é aquela que aprende sempre , tornando-se resiliente e a Segurança com capacidade , não de controle e supervisão , mas sim como veículo de aprendizado e inclusão de pessoas e opiniões, ajudando a criar sistemas baseados na falha segura.

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

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