Quem troca gás de empilhadeira ganha periculosidade?

No ambiente operacional das empilhadeiras, um elemento crítico se destaca: a troca do cilindro de gás. Esse processo, muitas vezes negligenciado quanto à sua avaliação de periculosidade, desencadeia discussões sobre os direitos e riscos associados aos operadores que executam essa tarefa.

Neste artigo, Thiago Machado foca sua atenção nas empilhadeiras movidas a gás, explorando a questão da periculosidade durante a troca do cilindro. Imaginem a cena: um operador conduzindo a empilhadeira quando percebe que o gás está se esgotando ou já acabou. A substituição se torna inevitável, mas aqui reside a questão crucial: ao realizar essa ação, limitando-se à simples troca entre um cilindro vazio e outro cheio, o operador tem direito ao adicional de periculosidade? Leia o artigo e saiba a resposta!

Trocar o Cilindro de Gás da Empilhadeira gera Periculosidade

Sabemos que existe empilhadeiras elétricas, a combustão por óleo diesel e a gás, neste Post, vamos falar única e exclusivamente das empilhadeiras a gás.

Imagina a situação do operador de empilhadeira pilotando a empilhadeira e foi evidenciado pelo operador que o gás está acabando ou que já acabou, o operador vai realizar a troca deste cilindro, detalhe, ele não vai encher o cilindro, ele vai apenas realizar a troca, tirar o vazio e colocar um cheio.

Para esta atividade específica, da troca do cilindro, este operador de empilhadeira tem direito de receber o adicional de periculosidade, uma vez que o cilindro é de gás inflamável?

A resposta é, NÃO, esta atividade específica não tem enquadramento no Anexo 2 da NR 16. Por que não?

Porque, para caracterizar o adicional de periculosidade no Anexo 2 da NR 16 é necessário o trabalhador executar uma das atividades previstas no item “1” do Anexo 2 da referida NR.

E o procedimento de troca de cilindro não está descrito neste item da NR 16, sendo assim, esta atividade não é caracterizada como periculosa.

Agora, se o trabalhador realiza o enchimento do cilindro, o famoso PIT STOP, aí muda a figura, a atividade de encher o cilindro está descrito na alínea “d” do item “1” do Anexo 2 da NR 16 e a área de risco definido na alínea “j” do item “3” do mesmo anexo é um raio de 15 metros.

Vale lembrar também que, para que a atividade de PIT STOP (enchimento do cilindro) seja caracterizado como Periculoso, é necessário a exposição do trabalhador ser permanente ao risco, conforme definido pelo Art. 193 da CLT, caso contrário, mesmo que o trabalhador realize o enchimento do cilindro, não será Periculoso.

Espero que tenha gostado do conteúdo. Forte abraço.

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

Categoria

Últimas Postagens

Siga a RSData

Inscreva-se em nossa Newsletter:

Pular para o conteúdo