QUAL O “S” DA SUA SEGURANÇA NO TRABALHO?

Antes que um novo ano comece sempre cabe alguma reflexão – algo assim que até poderíamos denominar análise crítica – o que seria muito se tivéssemos a coragem de pensar e analisar fora da habitual caixinha.

Existem muitas formas para analisar uma quantidade quase infinita de coisas. O grande problema e que existem em quantidade muito maiores formas parciais para pensar, possibilidades estatísticas para demonstrar o que apenas se deseja e invariavelmente uma imensa incapacidade de associar tudo o que se faz com algum tipo de resultado prático.

Tudo isso que afirmamos acima talvez seja a base mais forte das muitas dificuldades que existem para realizar determinadas coisas dentro de uma organização. Hoje em dia mais do que sempre importam mais os resultados que estão nos gráficos e papeis do que aquilo que de fato acontece. E assim, os profissionais se protegem e mantem seus status e emprego mesmo que boa parte daquilo que façam simplesmente não sirva para muita coisa quando pior ainda atrapalhem os processos.

Ando muito por organizações e me assusto com quantidade de pessoas que fazem uma quantidade ainda maior de ações que ao final não se prestam para a realidade a qual estão associadas.  Muitas vezes me parece que parte dessas pessoas entendem que trabalhar e simplesmente cumprir rotinas – mesmo que essas rotinas não sirvam para muita coisa. Sinto as vezes que parte desses profissionais são preparados e agem na busca de alguma conformidade dentro de algum sistema – mesmo que isso na prática simplesmente não seja mais e apenas do que uma formalidade. Ao final, o mecânico não arruma, o médico não cura, o gerente não gerencia e o caos é tratado veladamente porque afinal de contas o resultado gerado vai ser atribuído aos profissionais que não tem voz dentro do processo.

Quase sempre pergunto a essas pessoas para que serve o que elas fazem e o engasgamento é geral. Tem gente fazendo coisas há muitos anos simplesmente por fazer, só porque mandaram ou algo assim. Isso é ruim para a organização – que perde muita capacidade e dinheiro – isso é ruim para o profissional que se limita a ter apenas um salário, mas não experimenta qualquer tipo de realização e um ser humano sem realizações é um grande problema, mesmo que não muito visível, mesmo que o assunto seja pouco tratado.

Na segurança e saúde do trabalho isso é uma realidade há muitos anos. Uma realidade quase sempre oculta e tratada dentro de salas de reuniões. Uma realidade que tenta ser enrustida através de processos de reconhecimento nos quais muitas vezes há tantos acidentados ou mais quantos são os quadros de reconhecimento disso ou daquilo no hall de entrada da organização.

\"\"
Autor: Cosmo Palasio de Moraes Jr.
Técnico de Segurança do Trabalho;
Técnico de Segurança do Trabalho foi integrante de SESMT de diversas empresas, como Parmalat, da Real Equipamentos de Segurança, da Volkswagen do Brasil;
Atua como consultor especializado e auditor assim como palestrante em eventos;
Participou de mais de 250 cursos de especialização, entre eles, higiene ocupacional, espaços confinados, sistemas de gestão e audiometria da qualidade;
Colunista, membro do conselho editorial da revista proteção, autor de diversos livros;
Criador e moderador do grupo SESMT – Comunidade virtual de SST com cerca de 25 mil membros de 11 anos de existência e do site consciência prevencionista;
Participante ativo de entidades profissionais, com diversos prêmios recebidos.

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

Categoria

Últimas Postagens

Siga a RSData

Inscreva-se em nossa Newsletter: