Qual a importância da análise dos acidentes de trabalho?

Dê um passo adiante na forma como encaramos os acidentes no ambiente de trabalho! Você já parou para considerar como a abordagem tradicional na análise de incidentes impacta não apenas a investigação, mas também o bem-estar psicológico dos envolvidos? O autor Adilson Monteiro propõe uma mudança revolucionária nesta perspectiva. Em seu artigo, ele desafia o paradigma de culpabilização, convidando-nos a adotar uma abordagem centrada no aprendizado e na humanização da segurança.

Descubra como é possível transformar o processo de análise de acidentes, convidando os afetados a integrar a busca por soluções e aprendizados. O convite não é apenas para ler, mas para adotar uma nova mentalidade: uma que valorize o aprendizado mútuo e a prevenção, deixando para trás a cultura de punição.

Não perca a oportunidade de se envolver nesse movimento de mudança. Junte-se ao Adilson Monteiro nesta jornada de transformação e descubra como podemos humanizar a segurança, mesmo nos momentos mais desafiadores. Pronto para repensar a análise de acidentes e construir uma cultura mais colaborativa? Leia o artigo e faça parte dessa evolução!

Tragam o acidentado… Precisamos Investigar!!!

Esta é a frase que ouvi da liderança, muita e muitas vezes ,  logo após a informação de que um acidente ocorreu.

Em meio a olhares esbugalhados e rostos franzidos , ao redor de uma mesa com o acidentado em uma cabeceira , com ombros encolhidos e olhar para baixo , se inicia longos questionamentos porque ele tinha cometido a ação que culminou no acidente, recitando procedimentos e legislação aplicada.

Olhando à distância , apesar de todas as boas intenções em entender o que aconteceu para  melhorar o processo , esconde-se por esta fachada, um verdadeiro massacre psicológico sobre o acidentado(a ) , especialmente, se este caso foi responsável para derrubar metas ou números de dias sem acidentes elevados.

Este tipo de investigação do acidente parece o interrogatório de um criminoso , mesmo em uma cultura que não tem a punição explícita , o ritual de investigação já é um castigo que ninguém quer passar pela atmosfera de constrangimento. As explicações do acidentado(a) , são recebidas com reticências , com o viés de entendimento  de que ele ou ela está escondendo os fatos. Por outro lado a supervisão direta tentando se esquivar de  alguma responsabilidade alegando que todo o treinamento foi feito e os procedimentos estão corretos.

Imagino, na posição do “ investigado(a)”, como é incômodo tentar explicar o erro em meio a pressão psicológica de todos ao redor , como se fosse um interrogatório policial , onde a culpabilização está nos rostos franzidos de todos.

Lógico que em meio esta incômoda situação o desejo de sair logo desta situação e ao mesmo tempo se defender da culpa imposta, a realidade é encoberta e os aprendizados desaparecem, sobrando os velhos e ineficientes Diálogos de Segurança (DDS) do acidentes espalhados pela empresa ou os re-treinamento do procedimento ou técnica já de conhecimento de todos e como castigo pela meta destruída.

Se invertemos esta situação para o aprendizado sem culpa ou castigo ?
Aplico uma abordagem diferente no sentido do aprendizado :

– Primeiro , peço desculpas ao acidentado(a) pelo “nosso” processo ter-lhe ferido(a).

– Segundo , convido-o , se possível , a integrar a equipe de análise do evento , como especialista e nos ajuda diretamente no aprendizado e efetividade nas mudanças no processo (capacidades do sistema);

– Terceiro, divulgar a análise como forma de aprendizado pela empresa e não o acidente em si, convidando a todos a participarem da  aprendizagem e contribuírem com sugestões para melhorar a prevenção na organização.

Desta forma , entendo , humanizar a Segurança mesmo no seu evento mais crítico : o acidente.

Trazendo assim , uma nova forma de interagir na ANÁLISE do acidente, focando no aprendizado e retirando o estigma policialesco da investigação do acidente , historicamente com o viés da culpa e punição associadas.

Gostaria de experimentar?

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

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