PORTARIA MTP Nº 567, DE 10 DE MARÇO DE 2022: PCMSO

PORTARIA CONJUNTA MTP/INSS Nº 40, DE 18 DE OUTUBRO DE 2

Publicada no DOU em 01/04/22, a PORTARIA MTP Nº 567, DE 10 DE MARÇO DE 2022, que altera a Norma Regulamentadora nº 07 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO.

Conversando com o Dr. Lucas Ejii, ele ressaltou as modificações abaixo listadas:

Alterações da NR7 Portaria MPT nº 567, de 10 de março de 2022
1- Ordem alfabética dos produtos químicos que possuem marcadores biológicos do quadro 1 e 2 do anexo I;
2- Explicito a obrigação da organização em atender a periodicidade, condições técnicas e parâmetros mínimos do controle radiológico e espirometria a agentes químicos;
3- Inclusão do Cravão Mineral no Quadro 1 (além da sílica e asbesto) no Quadro 1 do Anexo III;
4- Inclusão da realização do raio X de tórax no exame demissional no Quadro 1 do Anexo III;
5- Inclusão da Nota 2, indicando que o trabalhador que tenha exposição diminuídas, porém que estiveram expostos a concentrações superiores do agente químico por um ano ou mais, deverá ser mantido o intervalo de exames radiológicos no período de maior
exposição;
6- A indicação de exame de espirometria para trabalhadores expostos a outros agentes agressores indicados no inventário de risco do PGR que não poeira minerais no admissional ou na mudança de função;
7- Conduta que o médico do trabalho deverá tomar em caso de alteração do exame de espirometria;
8- A indicação do acompanhamento de trabalhadores expostos a condições hiperbáricas na indústria de construção no geral (não somente na indústria de construção civil);
9- Alteração da Tabela 2 na conduta de descompressão para trabalho na Indústria de Construção.

Leia na íntegra abaixo e baixe

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO

Publicado em: 01/04/2022 | Edição: 63 | Seção: 1 | Página: 360

Órgão: Ministério do Trabalho e Previdência/Gabinete do Ministro

PORTARIA MTP Nº 567, DE 10 DE MARÇO DE 2022

Altera a Norma Regulamentadora nº 07 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO. (Processo nº 19966.100069/2020-12).

O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E PREVIDÊNCIA, no uso das atribuições que lhe conferem os art. 155, 163 e 200 do Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e tendo em vista o disposto no art. 48-A, caput, inciso VIII, da Lei nº 13.844, de 11 de junho de 2019, resolve:

Art. 1º Os Anexos da Norma Regulamentadora nº 07 (NR-07) – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO, aprovada pela Portaria SEPRT/ME nº 6.734, de 9 de março de 2020, publicada no Diário Oficial da União de 13 de março de 2020 – Seção 1, passam a vigorar com as alterações constantes do Anexo desta Portaria.

Art. 2º Esta Portaria entra em vigor em 60 (sessenta) dias após a sua publicação.

ONYX DORNELLES LORENZONI

ANEXO

NORMA REGULAMENTADORA Nº 07 – PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL – PCMSO

……………………………………………………………………………..

“ANEXO I

MONITORAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A AGENTES QUÍMICOS

QUADRO 1 – Indicadores Biológicos de Exposição Excessiva (IBE/EE)*

SubstânciaNúmero CASIndicador(es)Momento da ColetaValor do IBE/EEObservações
1,1,1Tricloroetano71-55-61,1,1Tricloroetano no ar exalado final ouAJFS40 ppm
Ácidotricloroacético na urina ouFJFS10 mg/LNE
Tricloroetanol total na urina ouFJFS30 mg/LNE
Tricloroetanol total no sangueFJFS1 mg/LNE
1,3 butadieno106-99-01,2 dihidro-4 (nacetilcisteína) butano na urinaFJ2,5 mg/LEPNE
1,6 diisocianato dehexametileno (HDI)822-06-01,6hexametilenodia mina na urinaFJ15 μg/g creat.NE
2-butoxietanol111-76-2Ácido butoxiacético na urina (BAA) (H)FJ200 mg/g creat.
2-metoxietanol e109-86-4Ácido 2-metóxiacético na urinaFJFS1 mg/g creat.
2-metoxietilacetato109-49-6
2-propanol67-63-0Acetona na urinaFJFS40 mg/LEPNE, NE
2,4 e 2,6 Tolueno diisocianato (puros ou em mistura dos dois isômeros)58484-99108-7Isômeros 2,4 e2,6 toluenodiamino na urina(H)(soma dos isômeros)FJ5 μg/g creat.NE
Acetona67-64-1Acetona na urinaFJ25 mg/LNE
Anilina62-53-3p-amino-fenol na urina(H) ouFJ50 mg/LEPNE, NE
metahemoglobina no sangueFJ1,5% da hemoglobinaEPNE, NE
Arsênico elementar e seus compostos inorgânicos solúveis, exceto arsina e arsenato de gálio7440-38-2Arsênico inorgânico mais metabólitos metilados na urinaFS35 μg/LEPNE
Benzeno71-43-2Ácido s-fenilmercaptúrico (S- PMA) na urinaouFJ45 μg/g creat.EPNE, NF
Ácido trans- transmucônico (TTMA) na urinaFJ750 μg/g creat.Observação: para a siderurgia será mantida a regra atualmente vigente.EPNE, NE
Chumbotetraetila78-00-2Chumbo na urinaFJ50 μg/L
Ciclohexanona108-94-11,2 ciclohexanodiol(H)na urina ouFJFS80 mg/LNE
Ciclohexanol (H) na urinaFJ8 mg/LNE
Clorobenzeno108-90-74clorocatecol(H) na urina ouFJFS100 mg/g creat.NE
p-clorofenol (H) na urinaFJFS20 mg/g creat.NE
Cobalto e seus compostos inorgânicos, incluindo óxidos de cobalto, mas não combinados com carbeto de tungstênio7440-48-4Cobalto na urinaFJFS15 μg/LNE
Cromo hexavalente (compostos solúveis)7440-47-3Cromo na urina ouFJFS25 μg/L
Cromo na urinaAJ-FJ (Aumento durante aJornada)10 μg/L
Diclorometano75-09-2Diclorometano na urinaFJ0,3 mg/L
Estireno100-42-5Soma dos ácidos mandélico efenilglioxílico na urina ouFJ400 mg/g creat.NE
Estireno na urinaFJ40 μg/L
Etilbenzeno100-41-4Soma dos ácidos mandélico efenilglioxílico na urinaFJ0,15 g/g creat.NE
Etoxietanol eEtoxietilacetato1.111-15-9Ácido etoxiacético na urinaFJFS100 mg/g creat.
Fenol108-95-2Fenol(H) na urinaFJ250 mg/g creat.EPNE, NE
Furfural98-01-1Ácido furóico(H) na urinaFJ200 mg/LNE
Indutores deMetahemoglobinaMetahemoglobina no sangueFJ1,5% da hemoglobinaEPNE, NE
Mercúrio metálico7439-97-6Mercúrio na urinaAJ20 μg/g creat.EPNE
Metanol67-56-1Metanol na urinaFJ15 mg/LEPNE, NE
Metil butil cetona591-78-62,5 hexanodiona(SH) (2,5HD) na urinaFJFS0,4 mg/L
Metiletilcetona (MEK)78-93-3MEK na urinaFJ2 mg/LNE
Metilisobutilcetona (MIBK)108-10-1MIBK na urinaFJ1 mg/L
Monóxido de carbono630-08-0Carboxihemoglobina no sangue ouFJ3,5% da hemoglobinaEPNE, NE, NF
Monóxido de carbono no ar exalado finalFJ20 ppmEPNE, NE, NF
n-hexano110-54-32,5 hexanodiona(SH) (2,5HD) na urinaFJ0,5 mg/L
Nitrobenzeno98-95-3Metahemoglobina no sangueFJ1,5% da hemoglobinaEPNE, NE
N-metil-2- pirrolidona872-50-45-hidroxi-n-metil-FJ100 mg/L
2- pirrolidona(SH) na urina
N,NDimetilacetami da127-19-5Nmetilacetamida na urinaFJFS30 mg/g creat.
N,NDimetilformamida68-12-2Nmetilformamida total1 na urina 1(soma da N- metilformamida eN-(hidroximetil)-N- metilformamida) ouFJ30 mg/L
N-Acetil-S-(N- metilcarbemoil) cisteína na urinaFJFS30 mg/L
Óxido de etileno75-21-8Adutos de N-(2- hidroxietil) valina (HEV) em hemoglobinaNC5.000 pmol/g hemog.NE
Sulfeto de carbono75-15-0Ácido 2- tioxotiazolidina 4 carboxílico (TTCA) na urinaFJ0,5 mg/g creat.EPNE, NE
Tetracloroetileno127-18-4Tetracloretile no ar exalado final ouAJ3 ppm
Tetracloroetieno no sangueAJ0,5 mg/L
Tetrahidrofurano109-99-9Tetrahidrofurano na UrinaFJ2 mg/L
Tolueno108-88-3Tolueno no sangue ouAJFS0,02 mg/L
Tolueno na urina ouFJ0,03 mg/L
Orto-cresol na urina(H)FJ0,3 mg/g creat.EPNE
Tricloroetileno79-01-6Ácido tricloroacético na urina ouFJFS15 mg/LNE
Tricloroetanol no sangue(SH)FJFS0,5 mg/LNE
Xilenos9547-610642-310838-31330-27-7Ácidometilhipúrico na urinaFJ1,5 g/g creat.

*São indicadores de exposição excessiva (EE) aqueles que não têm caráter diagnóstico ou significado clínico. Avaliam a absorção dos agentes por todas as vias de exposição e indicam, quando alterados, após descartadas outras causas não ocupacionais que justifiquem o achado, a possibilidade de exposição acima dos limites de exposição ocupacional. As amostras devem ser colhidas nas jornadas de trabalho em que o trabalhador efetivamente estiver exposto ao agente a ser monitorado.

QUADRO 2 – Indicadores Biológicos de Exposição com Significado Clínico (IBE/SC)*

SubstânciaNúmeroCASIndicadorColetaValor do IBE/SCObservações
Cádmio e seus compostos inorgânicos7440-43-9Cádmio na urinaNC5 μg/g creat.
Chumbo e seus compostos inorgânicos7439-92-1Chumbo no sangue (Pb-S) eNC60 μg/100ml(M)EPNE
Ácido Delta Amino Levulínico na urina (ALA- U)NC10 mg/g creat.EPNE, PNE
Inseticidas inibidores da ColinesteraseAtividade da acetilcolinesterase eritrocitária ouFJ70% da ativid ade basal (#)NE
Atividade da butilcolinesterase no plasma ou soroFJ60% da ativid ade basal (#)NE
Flúor, ácido fluorídrico e fluoretos inorgânicosFluoreto urinárioAJ482 mg/LEPNE

(*) Indicadores biológicos com significado clínico (SC) evidenciam disfunções orgânicas e efeitos adversos à saúde.

(#) A atividade basal é a atividade enzimática pré-ocupacional e deve ser estabelecida com o empregado afastado por pelo menos 30 (trinta) dias da exposição a inseticidas inibidores da colinesterase.

(M) Mulheres em idade fértil, com valores de Chumbo no sangue (Pb-S) a partir de 30 μg/100ml, devem ser afastadas da exposição ao agente.

Abreviaturas

IBE/EE – Indicadores Biológicos de Exposição Excessiva

IBE/SC – Indicadores Biológicos de Exposição com Significado Clínico μg/g creat. – Microgramas por grama de creatinina μg/L – Microgramas por litro

AJ – Antes da Jornada

AJ-FJ – Diferença pré e pós-jornada

AJ48 – Antes da jornada com no mínimo 48 horas sem exposição

AJFS – Início da última jornada de trabalho da semana

EPNE – Encontrado em populações não expostas ocupacionalmente

FJ – Final de jornada de trabalho

FJFS – Final do último dia de jornada da semana

FS – Após 4 ou 5 jornadas de trabalho consecutivas

H – Método analítico exige hidrólise para este IBE/EE

SH – O método analítico deve ser realizado sem hidrólise para este IBE/EE mg/L – Miligramas por litro

NC – Não crítica (pode ser colhido a qualquer momento desde que o trabalhador esteja trabalhando nas últimas semanas)

NE- Não específico (pode ser encontrado por exposições a outras substâncias)

NF – Valores para não fumantes (fumantes apresentam valores basais elevados deste indicador que inviabilizam a interpretação)

pmol/g hemog – Picomoles por grama de hemoglobina

ppm – Partes por milhão” (NR)

………………………………………………………………………………………….

“ANEXO III

CONTROLE RADIOLÓGICO E ESPIROMÉTRICO DA EXPOSIÇÃO A AGENTES QUÍMICOS

1. A organização deve atender às obrigações de periodicidade, condições técnicas e parâmetros mínimos definidos neste Anexo para a realização de:

………………………………………..

2.17 Cabe ao empregador, após o término do contrato de trabalho envolvendo exposição ao asbesto, disponibilizar a realização periódica de exames médicos de controle durante, no mínimo, trinta anos, sem custos aos trabalhadores.

2.17.1 Estes exames, incluindo raios X de Tórax, devem ser realizados com a seguinte periodicidade:

a) a cada três anos para trabalhadores com período de exposição até doze anos;

b) a cada dois anos para trabalhadores com período de exposição de mais de doze a vinte anos; e

c) anual para trabalhadores com período de exposição superior a vinte anos.

2.17.2 O trabalhador receberá, por ocasião da demissão e retornos posteriores, comunicação da data e local da próxima avaliação médica.

QUADRO 1 – Periodicidade dos Exames Radiológicos para Empregados Expostos a Poeira Contendo Sílica, Asbesto ou Carvão Mineral

Empresas com medições quantitativas periódicasRadiografia de tórax
LSC* £ 10% LEO**– na admissão; e- na demissão, se o último exame foi realizado há mais de 2 anos.
LSC > 10% e £ 50% LEO– na admissão;- a cada 5 anos até os 15 anos de exposição, e, após, a cada 3 anos; e- na demissão, se o último exame foi realizado há mais de 2 anos.
LSC > 50% e £ 100% LEO– na admissão;- a cada 3 anos até 15 anos de exposição, e, após, a cada 2 anos; e- na demissão, se o último exame foi realizado há mais de 1 ano.
LSC > 100% LEO– na admissão;- a cada ano de exposição; e- na demissão, se o último exame foi realizado há mais de 1 ano.
Empresas sem avaliações quantitativas– na admissão;- a cada 2 anos até 15 anos de exposição, e, após, a cada ano; e- na demissão, se o último exame foi realizado há mais de 1 ano.

*LSC = Limite superior do intervalo de confiança da média aritmética estimada para uma distribuição lognormal com confiança estatística de 95%.

**LEO = Limite de exposição ocupacional.

NOTA 1: Trabalhadores que apresentarem Leitura Radiológica 0/1 ou mais deverão ser avaliados por profissionais médicos especializados.NOTA 2: Para trabalhadores que tenham a sua exposição diminuída, mas que estiveram expostos a concentrações superiores por um ano ou mais, deverá ser mantido o mesmo intervalo de exames radiológicos do período de maior exposição.

QUADRO 2 – Periodicidade dos Exames Radiológicos para Empregados Expostos a Poeiras Contendo Partículas Insolúveis ou Pouco Solúveis de Baixa Toxicidade e Não Classificadas de Outra Forma ***

Empresas com medições quantitativas periódicas de poeira respirávelRadiografia de tórax
LSC* £ 10% LEO**– na admissão.
LSC > 10% e £ 100% LEO– na admissão;- após 5 anos de exposição; e- repetir a critério clínico.
LSC> 100% LEO– na admissão; e- a cada 5 anos.
Empresas sem avaliações quantitativas– na admissão; e- a cada 5 anos.

*LSC = Limite superior do intervalo de confiança da média aritmética estimada para uma distribuição lognormal com confiança estatística de 95%

**LEO = Limite de exposição ocupacional

***Para ser classificado como PNOS (particles not otherwise specified), o material particulado sólido deve ter as seguintes características (ACGIH, 2017):

a) não possuir um LEO definido;

b) ser insolúvel ou pouco solúvel na água (ou preferencialmente no fluido pulmonar, se esta informação estiver disponível);

c) ter baixa toxicidade, isto é, não ser citotóxico, genotóxico ou quimicamente reativo com o tecido pulmonar, não ser emissor de radiação ionizante, não ser sensibilizante, não causar efeitos tóxicos além de inflamação ou mecanismo de sobrecarga.

3. ESPIROMETRIAS OCUPACIONAIS

3.1 Os empregados expostos ocupacionalmente a poeiras minerais indicadas no inventário de riscos do PGR devem ser submetidos a espirometria nos exames médicos admissional e a cada dois anos.

3.2 Os empregados expostos ocupacionalmente a outros agentes agressores pulmonares* indicados no inventário de riscos do PGR, que não as poeiras minerais, deverão ser submetidos a espirometria se desenvolverem sinais ou sintomas respiratórios.

3.3 Nas funções com indicação de uso de equipamentos individuais de proteção respiratória, os empregados com histórico de doença respiratória crônica ou sinais e sintomas respiratórios devem ser submetidos a espirometria no exame médico admissional ou no exame de mudança de risco.

3.4 No caso da constatação de alteração espirométrica, o médico do trabalho responsável pelo PCMSO deve:

a) investigar possíveis relações do resultado com as exposições ocupacionais; e

b) avaliar a necessidade de encaminhamento para avaliação médica especializada.

3.5 Nos exames pós-demissionais em empregados expostos ao asbesto, a periodicidade da espirometria deve ser a mesma do exame radiológico.

3.6 A organização deve garantir que a execução e a interpretação das espirometrias sigam as padronizações constantes nas Diretrizes do Consenso Brasileiro sobre Espirometria na sua mais recente versão.

3.7 A interpretação do exame e o laudo da espirometria devem ser feitos por médico.

*”Outros agentes agressores pulmonares” referem-se a agentes químicos que possam ser inalados na forma de partículas, fumos, névoas ou vapores e que sejam considerados como sensibilizantes e/ou irritantes pelos critérios constantes no Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos – GHS.” (NR)

“ANEXO IV

CONTROLE MÉDICO OCUPACIONAL DE EXPOSIÇÃO A CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS

1. TRABALHADOR NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO EXPOSTO A CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS

………………………………………..

2.1 Esta categoria profissional deve ser avaliada com os mesmos critérios clínicos e de exames complementares do item “1. TRABALHADOR NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO EXPOSTO A CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS” deste Anexo.

………………………………………..

Tabelas de Descompressão para o Trabalho na Indústria da Construção

TABELA 1 – PRESSÃO DE TRABALHO DE 1 A 1,9 ATA
PERÍODO DE TRABALHO (HORAS)ESTÁGIO DE DESCOMPRESSÃOTEMPO TOTAL DE DESCOMPRESSÃO (**)
1,3 ATA
0 a 6:004 min4minLinha 1
6:00 a 8:0014min14minLinha 2
+ de 8:00 (**)30min30minLinha 3
TABELA 2 – PRESSÃO DE TRABALHO DE 2,0 A 2,9 ATA
TABELA 2.1 – PERÍODO DE TRABALHO DE 30 MINUTOS A 1 HORA
PRESSÃO DE TRABALHO *** (ATA)ESTÁGIO DE DESCOMPRESSÃO (ATA)*TEMPO TOTAL DE DESCOMPRESSÃO** (min.)
2,82,62,42,22,01,81,61,41,2
2,0 a 2,2Linha 4
2,2 a 2,4Linha 5
2,4 a 2,655Linha 6
2,6 a 2,81010Linha 7
2,8 a 2,951520Linha 8
TABELA 2.2 – PERÍODO DE TRABALHO DE 1 HORA A 1 HORA E 30 MINUTOS
2,0 a 2,2Linha 9
2,2 a 2,455Linha 10
2,4 a 2,61010Linha 11
2,6 a 2,851520Linha 12
2,8 a 2,952035Linha 13
TABELA 2.3 – PERÍODO DE TRABALHO DE 1 HORA E 30 MINUTOS A 2 HORAS
2,0 a 2,255Linha 14
2,2 a 2,41010Linha 15
2,4 a 2,652025Linha 16
2,6 a 2,8103040Linha 17
2,8 a 2,95153555Linha 18
TABELA 2.4 – PERÍODO DE TRABALHO DE 2 HORAS A 2 HORAS E 30 MINUTOS
2,0 a 2,255Linha 19
2,2 a 2,42020Linha 20
2,4 a 2,653035Linha 21
2,6 a 2,8154055Linha 22
2,8 a 2,95254070Linha 23
TABELA 2.5 – PERÍODO DE TRABALHO DE 2 HORAS E 30 MINUTOS A 3 HORAS
2,0 a 2,21010Linha 24
2,2 a 2,452025Linha 25
2,4 a 2,6103545Linha 26
2,6 a 2,85204065Linha 27
2,8 a 2,910304080Linha 28
TABELA 2.6 – PERÍODO DE TRABALHO DE 3 HORAS A 4 HORAS
2,0 a 2,21515Linha 29
2,2 a 2,453035Linha 30
2,4 a 2,6154055Linha 31
2,6 a 2,85254575Linha 32
2,8 a 2,9515304595Linha 33
TABELA 2.7 – PERÍODO DE TRABALHO DE 4 HORAS A 6 HORAS
2,0 a 2,22020Linha 34
2,2 a 2,453540Linha 35
2,4 a 2,65204065Linha 36
2,6 a 2,810304585Linha 37
2,8 a 2,95203545105Linha 38
TABELA 3 – PRESSÃO DE TRABALHO DE 3,0 A 4,4 ATA
TABELA 3.1 – PERÍODO DE TRABALHO DE 0 A 30 MINUTOS
PRESSÃO DE TRABALHO *** (ATA)ESTÁGIO DE DESCOMPRESSÃO (ATA)*TEMPO TOTAL DE DESCOMPRESSÃO** (min.)
2,62,42,22,01,81,61,41,2
3,0 a 3,255Linha 39
3,2 a 3,455Linha 40
3,4 a 3,655Linha 41
3,6 a 3,855Linha 42
3,8 a 4,05510Linha 43
4,0 a 4,25510Linha 44
4,2 a 4,451015Linha 45
TABELA 3.2 – PERÍODO DE TRABALHO DE 30 MINUTOS A 1 HORA
3,0 a 3,251520Linha 46
3,2 a 3,452025Linha 47
3,4 a 3,6102535Linha 48
3,6 a 3,85103550Linha 49
3,8 a 4,05154060Linha 50
4,0 a 4,255204070Linha 51
4,2 a 4,4510254080Linha 52
TABELA 3.3 – PERÍODO DE TRABALHO DE 1 HORA A 1 HORA E 30 MINUTOS
3,0 a 3,25103550Linha 53
3,2 a 3,45203560Linha 54
3,4 a 3,610254075Linha 55
3,6 a 3,8510304590Linha 56
3,8 a 4,05203545105Linha 57
4,0 a 4,2510203545115Linha 58
4,2 a 4,4515253545125Linha 59
TABELA 3.4 – PERÍODO DE TRABALHO DE 1 HORA E 30 MINUTOS A 2 HORAS
3,0 a 3,25254070Linha 60
3,2 a 3,4510304085Linha 61
3,4 a 3,65203540100Linha 62
3,6 a 3,8510253540115Linha 63
3,8 a 4,0515303545130Linha 64
4,0 a 4,251020303545145Linha 66
4,2 a 4,451525303545155Linha 67
TABELA 3.5 – PERÍODO DE TRABALHO DE 2 HORAS A 2 HORAS E 30 MINUTOS
3,0 a 3,2510304590Linha 68
3,2 a 3,45203545105Linha 69
3,4 a 3,6510253545120Linha 70
3,6 a 3,8520303545135Linha 71
3,8 a 4,051020303545145Linha 72
4,0 a 4,2551525303545160Linha 73
4,2 a 4,45102025304045175Linha 74
TABELA 3.6 – PERÍODO DE TRABALHO DE 2 HORAS E 30 MINUTOS A 3 HORAS
3,0 a 3,2515354095Linha 75
3,2 a 3,410253545115Linha 76
3,4 a 3,6515303545130Linha 77
3,6 a 3,851020303545145Linha 78
3,8 a 4,052025303545160Linha 79
4,0 a 4,25102025304045175Linha 80
4,2 a 4,455152525304045190Linha 81
TABELA 3.7 – PERÍODO DE TRABALHO DE 3 HORAS A 4 HORAS
3,0 a 3,210203545110Linha 82
3,2 a 3,4515254045130Linha 83
3,4 a 3,65525304045150Linha 84
3,6 a 3,851525304045160Linha 85
3,8 a 4,05102025304045175Linha 86
4,0 a 4,255152525304045190Linha 87
4,2 a 4,4515202530304045210Linha 88
TABELA 3.8 – PERÍODO DE TRABALHO DE 4 HORAS A 6 HORAS
3,0 a 3,2510254050130Linha 89
3,2 a 3,41020304055155Linha 90
3,4 a 3,651525304560180Linha 91
3,6 a 3,85102025304570205Linha 92
3,8 a 4,010152030405080245 ****Linha 93

NOTAS:

(*) A descompressão tanto para o 1º estágio quanto entre os estágios subsequentes deve ser feita a velocidade não superior a 0,4 atm/minuto.

(**) Não está incluído o tempo entre estágios.

(***) Para os valores limites de pressão de trabalho, use a maior descompressão.

(****) O período de trabalho mais o tempo de descompressão (incluindo o tempo entre os estágios) não deverá exceder a 12 horas.” (NR)

Este conteúdo não substitui o publicado na versão certificada.

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