O que é Infotoxicação? Como ela afeta a Saúde Mental e o Trabalho?

NR 4

Já faz um bom tempo que percebemos, reconhecemos e aceitamos o velho jargão da sabedoria popular que,  nem tudo o que reluz é ouro. Fatos se sucedem, descobertas se multiplicam e a informação pulverizada facilmente pela democratização do acesso as mídias sociais é a nova corrida do ouro. O “arautos da informação”, por vezes, sem qualquer compromisso com fatos e dados, evidencias objetivas e veracidade, como paladinos da verdade, em defesa de sua própria causa ou interesses escusos, proliferem-se no limbo.

Por incautos, desavisados, ignorantes ou até insanamente, por vezes, compramos esse “lixo das mídias sociais”. Extremamente útil e até indispensável em muitos processos deve ser examinada com cautela, prudência, ser seletivos no uso desta informação. Ninguém é capaz de transferir “conhecimento”; Tranfere informação, se e quando validada, séria, e corretamente aplicada, gera o nosso conhecimento (resultados) que nos beneficia e propicia desenvolvimento/evolução. O lixo cibernético não. Ocupar nossa mente, desperdiçar tempo útil, com base na mentira, no engodo, em fake News,  adoece mentalmente e desvirtua o propósito para qual a ferramenta foi desenvolvida. Se seletivo é necessário.

Um alerta importante sobre esta nem tão nova epidemia. Já estamos sofrendo de infoxicação.

Alerta – você sabe o que é infoxicação?

O termo criado pelo físico espanhol Alfons Cornellá em 1996, para caracterizar a doença, falta de saúde, moléstia específica, coisa que incomoda, mal-estar, defeito; mania causada pela soma de informação como forma intoxicação. Essa doença se tornou uma epidemia graças aos vírus que estão na internet, joguinhos, fake’s, TVs, jornais, videogames e todos nós corremos o risco de contaminação. Com o excesso de notícias, a informação sem critérios ou até mesmo, desqualifcicada, não é totalmente digerida e, por isso, sentimos os sintomas como dispersão, estresse, insônia, ansiedade e outros.

O que significa a palavra Infoxicação?

Sensação de falta de conhecimento, buscando o tempo todo a informação. – Dispersão (ver sem enxergar); – Dificuldade para concentrar-se (perda do foco quando vê ou lê alguma coisa); dificuldades na capacidade analítica e na tomada de decisões. A informação útil, que aplicada gera conhecimento, domínio, expertise é saudável e necessária a evolução e desenvolvimento. O lixo, atrapalha, dispersa, gera prejuízo e adoece. É preciso ser “seletivo”. Nem tudo o que é urgente é importante; nem tudo o que é importante é necessário.

O que é Infotoxidade?

Em tempos que se proliferam pseudo-especialista de qualquer coisa ou coisa alguma, é importante “filtros”

A Infotoxidade é a qualidade daquilo que é tóxico pelo excesso de informação disponibilizada pelos meios de comunicação modernos e causadora de sobrecarga nociva nas vias de processamento cognitivo e paracognitivo.

Toxicidade da informação.  Podemos olhar sob a perspectiva de distúrbios informacionais. Envenenamento, contaminação informacional.

Recomenda-se Infomoderação ou Homeostase (semelhante a estabilidade) informacional. Filtros necessários a preservação da saúde mental.

Infotóxico ou Infotoxicologia:

A dispersão improdutiva pelo excesso de informação na internet; a desorientação cognitiva pela grande disponibilidade de livros; a sedentarismo televisivo pela programação abundante de canais; a falácia dos vídeos educativos de estimulação precoce; a perda da homeostase cognitiva; a superficialidade nas leituras da internet; o uso compulsivo da comunicação virtual; as músicas mais pedidas das paradas das rádios comerciais; a belicosidade e excesso de estímulos dos filmes de ação; o excesso de informações prontas inibindo a auto criatividade e o ato de pensar por si.

A INFOTOXIDADE pode ser controlada por cada um de nós. Manter-se produtivo, ocupado com o que realmente importa, dispensando a informação tóxica contribui decisivamente nos tornando imunes a contaminação pelo lixo infotóxico,

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

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