O que é conscientização no trabalho?

NR 4

“CONSCIENTIZAÇÃO” EM SEGURANÇA DO TRABALHO?

Somos o resultado de tudo o que vivemos e nos permitimos viver e aprender. Fazemos escolhas permanentemente. Em cada decisão, uma série de renúncias. Sucessos e fracassos.

Hoje, nossa abordagem em Segurança e Saúde do Trabalho – SST, é sobre elas que vamos focar: CONSCIENTIZAÇÃO, uma escolha equivocada, uma abordagem enganosa que ainda resiste, persiste e, sob meu ponto de vista, mais uma das razões da baixa efetividade das ações de proteção da segurança e da saúde do trabalhador” *** (necessidades e expectativas não atendidas segundo registro AIR do MTP Brasil).

*** O problema regulatório que se pretende solucionar é a “baixa efetividade das ações de proteção da segurança e da saúde do trabalhador”. AIR (Análise de Impacto Regulatório para Justificar mudanças legislação de SST).

Fonte: file:///C:/Users/MASTER/Downloads/relatorio-air-sesmt-versao-final-15-10-combinado.pdf

Um dos maiores entraves ao desenvolvimento e prosperidade em determinados campos do negócio reside, especialmente, nas escolhas e renúncias realizadas ao longo do tempo. No meu ponto de vista, um dos maiores e rotundos fracassos em SST é o engodo de que somos capazes de conscientizar a outrem. Não, definitivamente não. As pessoas têm vida própria, percepção, interesses, necessidades e expectativas muito particulares que necessitem ser atendidas. Trabalham e vivem por elas.

Por aí, ainda há “conscientizadores” que tomam seu tempo e dinheiro prometendo conscientizar a outrem. Na sequência, esclareceremos que a “mudança de chave”, exige um novo tipo de condução para a consecução do objetivo proposto – Segurança comportamental.

No campo real da Segurança e Medicina do Trabalho, resta claras razões pelas quais se explica a ineficiência (segundo registrado pela autoridade do MTP) entregue pela área nas últimas 3 décadas. Escolhas equivocadas; resultados pífios. É preciso entender pessoas. Trabalhar com pessoas, para as pessoas. Pessoas geram resultados.

Segurança do Trabalho (vide novo conceito de risco ocupacional) ocorre do nível instintivo ao racional – conteúdo produzido e publicado anteriormente. Ninguém em sã consciência é capaz de conscientizar á outrem. Entender pessoas, sensibilizar, estimular à consciência, mostrar caminhos e alternativas…elementos aplicados que pode gerar resultados com eficiência.

A Conscientização caracteriza-se pela tomada de consciência (ou trabalho visando-a) da natureza das relações humanas dentro do movimento social em que se vive, especialmente da relação explorado/explorador, e de como atuar para modificar essa relação alinhando-a ao seu propósito de vida. Portanto, um processo interno, que brota ou nasce do “âmago” a parte mais íntima ou fundamental, a essência de sua própria existência. São escolhas e decisões pessoais (modo consciente ou inconsciente), orientadas por necessidades íntimas, visceral, consanguínea. Podemos definir como ato ou efeito de trazer algo ao nível de consciência, racionalização. Portanto um processo de assimilação, percepção de uma informação ou conhecimento ponderando sobre impactos, reflexos e abrangência, para a tomada de decisão, mudando  comportamento. Em suas interrelações na sociedade da qual se faz parte, atuando de forma responsiva a estes estímulos externos – comportamento seguro

A Organização do Trabalho, segundo o modelo teórico de Christophe Dejours (doutor em Medicina, especialista em medicina do trabalho e em psiquiatria e psicanalista. É considerado o pai da psicodinâmica do trabalho), é entendida como a divisão do trabalho, o conteúdo da tarefa (à medida que ele dela deriva), o sistema hierárquico, as modalidades de comando, as relações de poder, as questões de responsabilidade.

Psicodinâmica do Trabalho traz como objetivo a busca pela compreeção dos aspectos psíquicos e subjetivos que são mobilizados a partir das relações e da organização do trabalho.

Dentro deste modelo teórico Dejours (1998) afirma que as relações de trabalho, dentro das organizações, freqüentemente, despojam o trabalhador de sua subjetividade, excluindo o sujeito e fazendo do homem uma vítima do seu trabalho. Entre o Trabalho prescrito (idealizado por outrem) e o real, existem inúmeras fases que geram insegurança. No trabalho real, o trabalhador se depara constantemente, durante seu ato de trabalhar, com o real, que, nada mais é que a resistência da matéria, dos utensílios ou das máquinas utilizadas no trabalho. Dito de outra forma: o real (não prescrita) são as dificuldades encontradas durante a atividade profissional.

psicodinâmica do trabalho é uma abordagem científica, desenvolvida na França na década de 1980 pelo psicanalista Christophe Dejours, que investiga os mecanismos de defesa dos trabalhadores frente às situações causadoras de sofrimento decorrentes da organização do trabalho. É nesta realidade silenciosa – condição do sofrimento, que ele constrói o lenitivo para dor, a negação do sofrimento. Silenciosamente a psicossomatização de efeitos adversos provocados pela condição ou situação de trabalho, o indivíduo nega o sofrimento que o leva à loucura, se agarra e mecanismos próprios/íntimos de estratégias de defesa e constrói o coletivo de proteção. Instintivo ou racional? Eles se protegem e criam barreiras a seu jeito. Por exemplo negar seguir padrões comportamentais, seguir procedimentos ou normas de segurança, usar EPIs etc.

A grande causa do sofrimento no trabalho segundo Dejours (1992), está na organização do trabalho que produz sobre o Indivíduo ações específicas, tendo em vista que, em determinadas contextos de trabalho, surge um sofrimento em decorrência do choque entre os desejos pessoais do sujeito que trabalha e uma organização que não acolhe os sonhos e aspirações, necessidades, expectativas. Oferece pouco / exige muito.

O que é estratégia psicodinâmica? Funcionam como uma “anestesia” que permite ignorar o sofrimento e negar as suas causas. Podem mascarar o sofrimento e perturbar a ação ou a luta contra as pressões patogênicas da organização do trabalho. As estratégias de defesa coletivas são específicas para cada grupo de trabalhadores.

Como se dá a construção do sofrimento psíquico conforme Dejours? Para Dejours (1994), o sofrimento presente no contexto organizacional se vincula a dados relativos a história singular de cada indivíduo e aos aspectos referentes à sua situação atual, possuindo então uma dimensão temporal que implica em processos construídos pelo próprio trabalhador no âmbito de sua atividade.

Por que os trabalhadores adoecem? As pesquisas indicam que o risco de adoecer no trabalho é maior em ambientes em que as demandas são altas e os recursos do trabalho (ex. clareza de papéis, autonomia, suporte do superior e colegas) e os recursos pessoais

Quem provoca o sofrimento? Em qualquer lugar do universo em que exista a vida está presente o sofrimento: doenças, velhice, morte, separação dos entes queridos, coexistência forçada com aqueles que nos oprimem, privação de coisas de que necessitamos, confrontações com aquilo que tememos, e assim por diante.

O que causa o sofrimento psíquico? Esse quadro pode e deve ser analisado a partir da perspectiva da somatização em função de um desgaste emocional. O sofrimento psíquico é uma desordem emocional que pode ser progressiva. Ela pode ser observada mais claramente em situações que envolvam perda, luto e dificuldade profissional.

Mantenha a sua saúde mental e emocional em dia!

  1. Tenha uma rotina saudável. …
  2. Pratique atividades físicas. …
  3. Reserve um tempo para o lazer. …
  4. Conheça a si mesmo. …
  5. Organize o seu tempo – Hoje a maior parte do tempo pessoas usam para descupas: Falta de tempo!
  6. Valorize as noites de sono. …
  7. Faça uma pausa nas redes sociais. …

Não tenha medo de procurar ajuda.

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