O “CTRL+ALT+DEL” da Segurança do Trabalho

Neste artigo, mergulhamos na função “Ctrl – Alt – Del” e sua metáfora para a jornada do profissional de Segurança do Trabalho. Assim como essa função é crucial na informática, a busca incessante por conhecimento é vital para o crescimento profissional. Destacamos a importância de reconhecer e superar limitações, estabelecer metas e planejar estrategicamente a busca por capacitação. Ao final, uma reflexão sobre como nossas crenças limitantes podem nos prender, assim como o elefante acorrentado à estaca desde pequeno, ressalta a necessidade de desafiar essas limitações para alcançar nosso verdadeiro potencial.

Superando Limitações na Segurança do Trabalho

A função “Ctrl – Alt – Del“, na informática em um computador local, você faz logon um computador remoto através de uma sessão de conexão de área de trabalho remota (RDC).

Pressione CTRL + ALT + DELETE para bloquear o computador local.

Você pode desbloquear o computador local a partir de um estado ocioso após um período de inatividade.

Onde então esta função entra na Segurança do Trabalho?

Façamos uma comparação com o dia a dia do profissional de Segurança do Trabalho.

Para que este profissional tenha o acesso a inúmeras informações que serão importantes para sua atuação no mercado de trabalho, existe a preocupação de se estar tendo acesso as mesmas, pois nota-se que para alguns alunos e profissionais já formados, a “busca pela informação” acaba sendo de forma bem diferente.

São estes alunos e profissionais que na verdade associam a função de “Ctrl – Alt – Del” para terem acesso a outra função que mais irá prejudicá-los no crescimento profissional que é a “Ctl C” e “Ctrl V” – Copiar e Colar sem ter a preocupação de aprender.

O acesso à informação deve ser uma prática contínua a evolutiva, cabendo a este aluno e/ou profissional inicialmente efetuar um levantamento de suas deficiências, listando-as e hierarquizando-as quanto as prioridades para serem eliminadas.

Identificar suas limitações não é tão difícil pois cada aluno e/ou profissional pode exercitar abrindo a NR, realizar pesquisas em literaturas técnicas, adquirir material didático (Acervo Técnico). 

A priorização fica por conta de determinar quais as limitações que devem ser prioritárias em razão da sua atual condição, isto é, identificar aquelas limitações que são aplicáveis de imediato em seu atual contexto de estudo e/ou trabalho, para suprir as demais em um prazo mais à frente.

Todo esse trabalho vale em estar “comprometido” com a sua própria melhoria profissional e necessita de prazo, ou seja, determinar: 

        1. O que tenho de fazer? (Limitação)

        2. Como suprir esta limitação? (Cursos, Seminários, feiras, etc.)

        3. Onde suprir esta limitação? (Quem e onde se ministra cursos com qualidade técnica)

        4. Quando? (Tempo, se possível com data já definida)

Aplicar para cada limitação este roteiro fechando assim um Cronograma para o Ano, lembrando que recursos financeiros também devem estar sendo previstos, pois pode ser necessário suprir esta limitação em outra Cidade e/ou Estado.

Para melhor o profissional identificar sua limitação e planejar sua busca pela capacitação, apresento um método bem simples.

1º – Utilize o Excel e faça uma tabela contendo as seguintes informações:

  1. 1ª coluna – Requisito de SST
  2. 2ª coluna – Tenho domínio Pleno
  3. 3ª coluna – Tenho domínio Mediano
  4. 3ª coluna – Tenho pouco domínio
  5. 4ª coluna – Não tenho domínio

OBS.: Caso não saiba utilizar o Excel, escreva em um caderno ou folha.

2º – Para ada conteúdo que você inserir na 1ª coluna, marque um “X” conforme seu conhecimento nas colunas 2 a 4 (mas tem que ser sincero).

Por fim, voltando a nossa função “Ctrl – Alt – Del” na aplicação de mudança de usuário, aqui seria a evolução do aluno e/ou profissional conforme suas limitações forem sendo suprimidas, transformando e obrigando a manterem sempre atentos e “Atualizados“, tornando este processo uma cadeia sem fim.           

O Elefante e à Estaca

Quando eu era criança me encantavam os circos, e do que eu mais gostava eram os animais. Tanto a mim, como a outras pessoas, como fiquei sabendo mais tarde, chamava atenção o elefante. Durante o espetáculo, o enorme animal fazia demonstrações de peso, tamanho e força descomunais.

Mas depois de sua atuação, e até um segundo antes de entrar em cena, o elefante permanecia preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisionava uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo.

Sem dúvida alguma a estaca era só um pedaço de madeira, enterrado alguns centímetros na terra. E, ainda que a corrente fosse grossa e poderosa, me parecia óbvio que esse animal, capaz de arrancar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancar a estaca e fugir.

O “mistério” é evidente! O que o mantém, então? Por que não foge?

Quando eu tinha cinco ou seis anos, eu confiava na sabedoria dos adultos.

Perguntei então a algum professor, ou a algum parente, ou algum tio, sobre o “mistério” do elefante. Algum deles me explicou que o elefante não escapava porque estava amestrado.

Fiz então a pergunta óbvia:

– Se está amestrado, por que o prendem?

Não recordo haver recebido nenhuma resposta coerente! Com o tempo, esqueci do “mistério” do elefante e da estaca. Eu somente recordava quando me encontrava com outros que também se haviam feito a mesma pergunta.

Há alguns anos descobri que, por sorte minha, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta:

O ELEFANTE DO CIRCO NÃO ESCAPA PORQUE TEM PERMANECIDO ATADO À ESTACA DESDE MUITO, MUITO PEQUENO.

Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido sujeito à estaca. Tenho certeza de que, naquele momento, o elefantezinho puxou, forçou, tratando de soltar-se. E, apesar de todo o esforço, não pôde libertar-se. A estaca era certamente muito forte para ele. Juraria que dormiu esgotado e que no dia seguinte voltou a tentar, e também nos outros dias que se seguiam… Até que um dia, um terrível dia para sua história, o animal aceitou sua impotência e se resignou ao destino.

O elefante enorme e poderoso que vemos no circo não escapa porque crê, realmente, o pobre, que não pode. Ele tem o registro e a recordação de sua impotência, daquela impotência que sentiu pouco depois de nascer…

E o pior é que jamais voltou a questionar seriamente esse registro. Jamais… jamais voltou a colocar à prova sua força outra vez …

E, na verdade, o mesmo acontece conosco!

Vivemos crendo que um montão de coisas “não podemos”. Simplesmente porque, alguma vez, quando éramos crianças, tentamos e não conseguimos. Fazemos, então, como o elefante: gravamos em nossa memória: – “não posso… não posso e nunca poderei…”!

Crescemos carregando essa mensagem, que impusemos a nós mesmos… e nunca mais voltamos a tentar. Quando muito, de vez em quando, sentimos as correntes, fazemos soar o seu ruído, ou olhamos com o canto dos olhos à estaca e confirmamos o estigma: – “não posso e nunca poderei!”.

A única maneira de tentar de novo é colocando muita coragem em nossa cabeça e em nosso coração!
(Autor desconhecido)

                                                                                      Juiz de Fora, 21 de março de 2024.

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

Categoria

Últimas Postagens

Siga a RSData

Inscreva-se em nossa Newsletter:

Pular para o conteúdo