GRO: Estratégias e Diretrizes para a Sustentabilidade Corporativa

GESTÃO E GERENCIAMENTO DE RISCOS OCUPACIONAIS SAIBAM AS DIFERENÇAS

A nível “ESTRATÉGICO” Corporativo macro é da Organização a prerrogativa de decidir o rumo dos seus negócios. O quanto vai investir, o quanto espera de retorno. Qual é a sua posição dentro do mercado, seus pontos fortes, pontos fracos, ameaças e oportunidades (Análise SWOT) a fim de consolidar estratégias a fim de garantir a sustentabilidade e onde quer chegar.

Dentro dessa “hierarquia” é o investidor, o dono do negócio que estabelece a política de Segurança e Saude no Trabalho. O compromisso de todos, independentemente do nível hierárquico,  e as estratégias para a consolidação do objetivo proposto considerando as necessidades e expectativas de todas as partes envolvidas. Está posta para todos os negócios da Organização através de uma “DIRETRIZ”, linha ou guia a que se deve subordinar a direção de todas as outras linhas Gerencias. Portanto, é a GRO que estabelece o vínculo, a regra, o requisito indispensável, a orientação, a diretiva ou uma espécie de guia técnico a que todos estão subordinados.

A nível “TÁTICO OPERACIONAL” ocorre o desdobramento desta linha mestra/Diretriz em ações internas, táticas / operacionais. O PLANEJAMENTO Estratégico, os estabelecimento de prioridades, objetivos estratégicos, ações estratégicas, metas, indicadores, avaliação de desempenho de modo a gerar sustentabilidade e o atendimento além do requisito legal, necessidades e expectativas de todas as partes envolvidas.

Acontece em cada estabelecimento específico da Organização. Se desenvolve o planejamento estratégico, vinculado à DIRETRIZ GRO. Portanto o PGR, assim como tantos outros requisitos é parte integrante do processo construtivo da Gestão. E, como parte integrante dentro da Gestão Macro Corporativa, perfila-se, perfila-se como importância lado a lado com outros, tipo: PCA – Programa de Controle Auditivo; PGRSS – Programa de Gerenciamento de Resíduos de Saúde; PGRTR – Programa  de Gerenciamento de Riscos do Trabalho Rural; PPR – Programa de Proteção Respiratória; PCT – Programa de Capacitação e Treinamentos; PGRQ – Programa De Gerenciamento do Risco Químico;  PGC EPI – Programa de Gerenciamento e Controle de EPIs e, até do PCMSO que obrigatoriamente está vinculado ao PGR NR1. Além desse calhamaço de PÊS, ainda se faz necessário um olhar expressivo sobre toda a Portaria 3214/78 e suas demais NRs.

Para outros inúmeros processos o gerenciamento de riscos é obrigatório.Seja trabalho em Altura, Espaço Confinado, Eletricidade, Explosivos, Inflamáveis, plataformas de petróleo, recolhimento e industrialização de lixo Urbano, atividades lacustres/hidrovias, construção civil, mineração de subsolo, mineração de superfície, etc. Estes também necessitam monitoramento por programas específicos ou outros processos de gerenciamento e controle como: Instruções Operacionais, Análise de perigos e Riscos, liberação trabalho especial, Protocolos, rotinas ou procedimentos operacionais de segurança, complexos e detalhados.

Senhoras e Senhores, a vida de SST não começa e não termina dentro de um PGR.

Ultimamente surgiram milhares de “especialistas” em SST, talvez facilitados pela porteira aberta/terra de ninguém que são as mídias sociais. Sem qualquer filtro e/ou critérios multiplicam-se sem saber bem de onde surgem ou para onde vão. Fato é que por ai estão. Disseminando de tudo um pouco. Precaução, cautela e prudência é dever de todo o “profissional legalmente habilitado”.

Há um universo muito maior e, igualmente importante a ser reconhecido, entendido e atendido dentro da SST Portaria 3214/78 Mtb. Muito mais a reconhecer, a enxergar, a dimensionar, a priorizar e tratar adequadamente dentro da GRO – Gestão de Riscos Ocupacionais do que simplesmente gastar todas as fichas em PGR. Não se permitam enganar. Não permita distorcer razões, verdades, fatos. Há fatores que comprometem severamente a capacidade de percepção do perigo e da correta avaliação de riscos Ocupacionais e, por conseguinte, gerando prejuízo a todas as partes envolvidas. A baixa eficiência entregue pela Segurança e Saúde Ocupacional no Brasil tem origens e causas bem definidas. Precisa ser reconhecida e efetivamente tratada em todos os níveis a começar pelo dever de casa. Mais simplificação, menos entraves burocráticos e academicismos exacerbados, menos papéis e maior efetividade com a SST para todas as partes envolvidas. O desafio é grande, mas começa pelos próprios profissionais de SST que ao longo do tempo se permitiram o distanciamento do mundo real para um mundo de papéis, hoje virtual. Não permitam que percebam que a sua ausência não faz importância alguma para o Trabalhador, para o Empreendedor, para o Governo e para a Sociedade. Mexa-se, enquanto há tempo!

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

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