GRO é diferente PGR

Estamos em um processo de implementação do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) e GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais) para atendimento da NR-01, porém muitos profissionais estão confundindo GRO com PGR, então vou tentar explicar um pouco sobre o tema.

Vamos falar primeiro o que é o GRO:
O Gerenciamento de Riscos é um processo sistêmico de identificar, mensurar, avaliar, monitorar, reportar, controlar e mitigar incertezas, através do uso eficaz dos recursos disponíveis, com o objetivo de eliminar ou reduzir a probabilidade da ocorrência e/ou impactos do risco. Gerando oportunidades ou ganho para a organização.
A Gestão de Riscos deve ser algo estratégico para uma organização e de acordo com a NR 01 cabe a organização implementar, por estabelecimento, o gerenciamento de riscos ocupacionais em suas atividades.
Sendo que este processo de gerenciamento ocupacionais deve constituir um Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR, mas não quer dizer que tendo somente um PGR a organização já possui um GRO.

Já que o GRO deve ter etapas como:
a) evitar os riscos ocupacionais que possam ser originados no trabalho;
b) identificar os perigos e possíveis lesões ou agravos à saúde;
c) avaliar os riscos ocupacionais indicando o nível de risco;
d) classificar os riscos ocupacionais para determinar a necessidade de adoção de medidas de prevenção;
e) implementar medidas de prevenção, de acordo com a classificação de risco e na ordem de prioridade estabelecida na alínea
f) acompanhar o controle dos riscos ocupacionais.

Então o que é o PGR?
Um programa de gerenciamento de riscos é conjunto de projetos, ou de ações e projetos para identificação, avaliação, classificação de perigos e riscos, com o objetivo de eliminar, mitigar e controlar as fontes de acidentes e doenças dos trabalhadores. Com uma série de ações estruturadas em um plano de ação que deve ser administrado, revisado e auditado de forma sistemática pela organização.
O PGR é a estruturação do GRO, é a materialização do processo de gestão e deve ser composto de no mínimo: Inventário de Riscos e Plano de Ação.
Porém, a organização pode ter um PGR, mas se o mesmo não foi bem estruturado, não tem um objetivo bem definido, não tem ações bem estruturadas e não faz parte dos planos estratégicos da organização. Não podemos dizer que se tem um GRO!
Além disso, mais que ter um programa, o que importa realmente é a aplicação de ações que atuem sobre os riscos e perigos. Sendo que estas ações precisam ter sua eficácia monitorada e registrada.
A boa notícia é que praticamente toda empresa já tem alguma parte do GRO, pois acredito que grande parte das empresas fornecem alguns EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), fornece treinamentos, adota algumas medidas de controle coletiva e de emergência, possuem alguns programas de segurança como o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais).
Logo, neste momento é preciso reavaliar os riscos ocupacionais presentes e as medidas existentes, estruturando este processo dentro do PGR (Inventário de Riscos) e compreendendo quais os pontos precisam ser adaptados e melhorados para atender a nova NR-01, o que dará base para um plano de ação.

RSData software de sst

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

Categoria

Últimas Postagens

Siga a RSData

Inscreva-se em nossa Newsletter: