GRO: cultura de gestão para garantir mais segurança

Quando estamos pensando em um plano de gestão de SST ou no GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais), precisamos pensar não somente nas medidas de controle dos riscos, mas também nas consequências de uma eventual falha nessas medidas.

Elas podem ocorrer por fatores como falta de monitoramento, falha na manutenção, erros de cálculos, fatores ambientais ou falhas humanas. Havendo essa falha, ocorrerá uma consequência – a qual precisamos compreender a magnitude para escolher as ações que reduzirão os impactos.

Claro que determinadas emergências são mais possíveis que outras e isso dependerá das medidas de controle propostas, aplicadas e gerenciadas. Contudo, entendo que seria um erro acreditar que elas nunca irão acontecer.

Portanto, precisamos investir tempo e energia neste processo de preparação para a emergência, assim não seremos pegos despreparados, tendo chances de eliminar ou minimizar suas consequências.

Vamos entender melhor o GRO?

O objetivo do GRO é elaborar uma forma mais assertiva de identificar e gerenciar os riscos em empresas e indústrias. Vale ressaltar que o mesmo excluirá o preenchimento do PPRA – documento até então necessário para fazer a gestão dos riscos ambientais.

Para minimizar processos, otimizar tempo e eliminar parte da burocracia que envolve o assunto, o GRO possui um método único para que os riscos sejam percebidos e as ações sejam tomadas em tempo de evitar acidentes.

Não vai ser tão simples gerir sozinho, aliás, se tornará muito complicado fazer isso sem especialistas por trás de todo processo.

E-Social na linha de Segurança e Saúde do Trabalho (SST)

Algumas coisas já mudaram desde que se começou a falar, nas instâncias governamentais, em relação ao eSocial na linha de Segurança e Saúde do Trabalho (SST). Tanto para o que já mudou, quanto para o que virá pela frente, o único cenário benéfico para as empresas é o de estar preparado.

Conhecido como o coração de um sistema de gestão, o processo de gerenciamento de risco tem a missão de identificar os fatores ocupacionais que podem causar danos à saúde ou integridade física dos trabalhadores. É através do GRO em um software sst que os gestores se guiam para implementar medidas eficientes de prevenção.

O Gerenciamento de Risco Ocupacional envolve quatro etapas bem definidas:

– Identificação de perigos e riscos;

– Análise e avaliação dos riscos;

– Eliminação ou controle;

– Monitoramento e revisão.

A partir de agora, vamos conhecer melhor cada um desses 4 passos:

Identificação de perigos e riscos

Antes de mais nada, é preciso entender os conceitos de perigo e risco. O primeiro é qualquer coisa no ambiente de trabalho que pode causar acidente ou prejudicar a saúde das pessoas. Já o risco é a combinação da probabilidade de ocorrência de eventos ou exposições ocupacionais perigosas e a gravidade dos danos que podem ser causados por estes eventos ou exposições.

Identificar perigos e riscos associados é a primeira etapa para a implementação do GRO. Mas, como essa fase deve ser realizada? A resposta é: por meio da observação do trabalho e ambiente, entrevistas com trabalhadores e gestores, histórico de acidentes e afastamentos, checagem de produtos e máquinas do processo produtivo, verificação das medidas de controle existentes, entre outras abordagens.

Análise e avaliação de riscos

O segundo passo é analisar e avaliar os riscos que se originam dos perigos identificados. É nessa fase do processo de gerenciamento que o responsável deve estimar tudo o que pode acontecer ao trabalhador e qual a probabilidade de acontecimentos danosos se materializarem.

Dessa forma, todos os riscos para cada fonte, situação ou ação identificada e capaz de causar algum dano devem ser avaliados. Para realizar esta tarefa, a metodologia qualitativa baseada na matriz de risco deve ser utilizada. Neste método, a estimação do risco é feita através da probabilidade da ocorrência e a gravidades das consequências.

Eliminação ou controle

Após avaliados os riscos, aqueles que forem considerados inaceitáveis devem ser obrigatoriamente tratados. A implementação de medidas de controle deve levar em conta a adequada proteção do trabalhador, seguindo a hierarquia abaixo. A adoção de medida de proteção individual (EPIs) deve ser a última alternativa a ser considerada, utilizada somente quando as demais alternativas não forem viáveis.

Monitoramento e reavaliação

Garantir que os riscos permaneçam sob controle e que as medidas de prevenção estão surtindo efeito é a premissa da última fase. Este monitoramento proporcionará informações importante e aprendizados que permitirão revisar e atualizar os controles adotados.

A periodicidade da reavaliação vai depender das características e alterações em cada ambiente de trabalho. A NR 9 – PPRA, por exemplo, determina que as ações do programa devem ser reavaliadas a cada ano ou intervalos menores.

Gestão de SST ou prejuízo para a empresa

No atual cenário, é isso ou preparar o bolso para arcar com prejuízos decorrentes da necessidade de adaptações às pressas.

Acredite, o tempo ainda é curto para garantir atendimento às novas regras e campos sem incorrer em qualquer inconformidade que possa resultar em penalização.

A gestão das pessoas e de SST implica em compromisso, indicadores, melhoria contínua e auditorias.

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