Gestão de Segurança: Descubra o Modelo Ideal para o Seu Negócio!

No universo empresarial, onde a segurança se revela como um pilar fundamental para o sucesso e sustentabilidade de qualquer empreendimento, Adilson Monteiro propõe uma reflexão crítica e transformadora. O artigo “Uma Segurança para cada tipo de Negócio” transcende a simples discussão sobre práticas de segurança, oferecendo um manual prático que ilustra como diferentes abordagens de gestão de segurança se adequam a distintos modelos de negócio. Desde a simplicidade resiliente das organizações de pescadores, passando pela complexidade tecnológica das indústrias nuclear e aeroespacial, até as Organizações de Alta Confiabilidade (HROs), que navegam em mares de riscos elevados com notável eficácia, Monteiro nos ensina que entender o tecido técnico e humano é crucial para forjar uma cultura organizacional forte, adaptável e segura. Este artigo não apenas destaca a importância de uma estratégia de segurança personalizada e alinhada às características específicas de cada empresa, mas também sublinha a necessidade de uma abordagem integrada que harmonize tecnologia, gestão e a dimensão humana. Vamos lá?

Uma Segurança para cada tipo de Negócio.

A gestão da Segurança é igual para todo do tipo de Negócio?

Interessante pensar nisto quando vemos todas as teorias, ferramentas e tecnologias disponíveis no mercado.

Gosto muito da divisão feita pelo Prof. René Amalberti (francês com doutorado em Medicina e Psicologia Cognitiva) quando separa três tipos de modelos de empresas :

– Modelo de Organizações Resilientes ;
– Modelo de Organização de Alta Confiabilidade (HRO);
– Modelo de Organizações Ultra seguras ;

As Organizações Resilientes, exemplificando , são por exemplo a de pescadores que dependem da sua habilidade individual e com baixa tecnologia associada ao Negócio , para poder vender seu produto, sendo que este por baixo valor agregado , não suporta custos adicionais aos praticados no mercado , ou seja , o cliente não paga o preço da “sardinha” , adicionado com o investimento de tecnologia no barco. Assim os riscos assumidos e variabilidade do sistema é compensado pelas habilidades humanas em adiministrá-los.

Já as Organizações Ultra Seguras , como por exemplo a nuclear e aeroespacial, tem altíssimo investimento tecnológico e a relação humana do processo é reduzido ao mínimo   falhas possíveis . Priorização em tecnologia e baixa liberdade de decisão humana , como sistemas redundantes , auto geridos e auto monitorados.

Organizações de Alta Confiabilidade (High Reliability Organizations- HRO) são organizações que enfrentam constantemente riscos elevados em uma realidade sociotécnica complexa, mas conseguem alcançar um excelente desempenho da Segurança. Nessas situações, níveis aceitáveis de segurança não podem ser alcançados apenas através da gestão tradicional da segurança.

O conceito de HRO  significar que
 – Alto risco e alta eficácia podem coexistir;
 – Tecnologia e habilidade das pessoas devem ser balanceadas;
 – Não há estabilidade na gestão , sempre ela está sendo desafiada pelo contexto;

Este último modelo é onde a maioria das empresas estão buscando sua eficiência na Segurança, como as indústrias de manufatura e serviços.

O profissional da Segurança deve saber qual o tipo de modelo está trabalhando para saber seu contexto técnico e humano, aprender suas características e organização para trabalhar o desenvolvimento da Segurança. Desta forma estabelece a estratégia de relacionamento no tecido organizacional, suas fortalezas e fraquezas.

Também é interessante entender que, nas Organizações, tudo é necessário para o seu bom desempenho em Segurança , todas as áreas e os terceiros contratados , para criar o tecido organizacional em que suas células se adaptem e se organizem, fomentar a resiliência, frente aos desafios e perturbações que o contexto lhe apresenta.

Não é só tecnologia , ferramentas, gestão ou pessoas , mas sim a combinação destas todos estes em uma Cultura Organizacional que valoriza a condição saudável e segura do trabalho que fazer a Segurança emergir do contexto onde está inserida.

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

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