A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou uma proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução progressiva da jornada semanal para 36 horas, sem redução salarial. A iniciativa também estabelece no mínimo dois dias consecutivos de descanso semanal.
A transição proposta reduz gradualmente a jornada atual de 44 horas ao longo dos anos, até alcançar o novo limite. O texto segue agora para apreciação no plenário do Senado e, se aprovado, será encaminhado à Câmara dos Deputados.
O que a proposta prevê
Entre os pontos destacados:
- fim da escala 6×1
- redução progressiva da jornada semanal até 36 horas
- sem redução de salário
- garantia de dois dias consecutivos de descanso por semana
- tramitação: CCJ → plenário do Senado → Câmara dos Deputados
Por que isso impacta diretamente a SST
A organização do tempo de trabalho tem reflexos diretos na segurança e saúde dos trabalhadores. Jornadas extensas e períodos insuficientes de descanso estão associadas ao aumento de fadiga, estresse, adoecimentos relacionados ao trabalho e risco de acidentes.
Quando o tempo de recuperação física e mental melhora, cresce a chance de um ambiente mais seguro e saudável. Na prática, fortalecer o descanso semanal e reduzir a jornada tende a favorecer:
- atenção e concentração durante as atividades
- tomada de decisões mais seguras
- redução de erros operacionais
Isso é especialmente relevante em rotinas e funções de maior risco, nas quais a fadiga pode aumentar a probabilidade de incidentes.
Qualidade de vida e produtividade sustentável
A proposta também é apresentada como um avanço para ampliar o tempo disponível para descanso, saúde, convivência familiar, estudo e lazer, mantendo o salário. A expectativa é que esse rearranjo contribua para o bem-estar físico e mental e ajude a construir resultados mais sustentáveis no longo prazo.
O posicionamento do Governo sobre o fim do 6×1
O Governo do Brasil reafirmou compromisso em defesa do fim da jornada 6×1 sem redução de salário, com a argumentação de que não basta reduzir horas: é preciso garantir que as pessoas tenham tempo e condição de resolver demandas do dia a dia, ter lazer e cuidar da família.
Nesse debate, também aparecem propostas em discussão na Câmara, incluindo:
- parecer que reduz a jornada para 40 horas semanais, mantendo a escala 6×1
- menção à PEC 8/25, que propõe quatro dias de trabalho e três de descanso, com limite de 36 horas semanais, além de extinguir o 6×1
- continuidade das discussões e votações em subcomissão e posterior análise na CCJ da Câmara
O que acompanhar a partir de agora
O tema continua em debate no Congresso Nacional, envolvendo trabalhadores, empregadores e sociedade. Como o texto ainda passa por etapas decisivas, o ponto central é acompanhar:
- votação no plenário do Senado
- possível encaminhamento e tramitação na Câmara
- evolução das propostas correlatas discutidas na Câmara
Perguntas rápidas
- Já está valendo?
Ainda não. O avanço mencionado é a aprovação na CCJ; o texto segue para votação no plenário.
- O que muda no descanso semanal?
A proposta garante dois dias consecutivos de descanso por semana.
- Qual é o principal efeito para SST?
Mais descanso e jornada menor tendem a reduzir fadiga, estresse, adoecimento e risco de acidentes, além de favorecer atenção e decisões seguras.


