EPI´s e Covid-19: fatores de mudança em SST

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EPI´s e Covid-19: Prevenção e proteção como fatores de mudança em SST

Prevenção e proteção são os novos pilares da mudança com a chegada da pandemia. Porém, nem tão novos assim. Embora aprender a enfrentar o Coronavírus tenha feito com que a simples higiene das mãos se tornasse prioridade, a luta pela consciência no uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) sempre existiu.

Assim como lavar as mãos, usar o álcool em gel e apostar em barreiras caseiras para proteção respiratória, o cuidado com o trabalhador da cabeça aos pés é sinônimo de trabalho seguro. Vem surgindo um novo comportamento da sociedade diante dessas questões e é importante que isso reflita na rotina das empresas e indústrias Brasil afora.

Os dados divulgados pelo estudo da ANIMASEG evidenciam para todos que a falta do EPI pode causar até a morte. A necessidade de utilizar equipamentos de proteção no ambiente de trabalho de forma adequada ao risco é uma condição de segurança, mais ainda nesta nova realidade pandêmica. Isso se tornou permanente para todos, sobretudo, aos trabalhadores. Os EPIs são a última barreira entre o trabalhador e o acidente e, portanto, seu uso é essencial, assim como as demais medidas de prevenção que devem ser tomadas antecipadamente.

No âmbito comercial, é fundamental ressaltar que o setor de produção EPI´s foi fortemente impactado. Não apenas com o fechamento de fronteiras, mas também com a proibição de exportações e a limitação de benefícios para os fabricantes nacionais em detrimento de importações e embargos de cargas.

Além disso, é sabido que as empresas brasileiras competem diretamente com outras economias e que, além de não terem a carga tributária equivalente à brasileira, não possuem as exigências sociais, ambientais e trabalhistas impostas por nossa legislação.

No Brasil, veja bem, cerca de 99% das luvas de procedimento não cirúrgicos, mais de 70% dos óculos de segurança e mais de 50% das luvas de segurança comercializadas não são produzidas aqui. A consequência disso é óbvia: fabricantes encerrando suas atividades, falindo ou eliminado linhas de produção.

Com a gravidade da pandemia, a crise na saúde resultou também na notícia sobre a falta de equipamentos de proteção para o trato com pacientes contaminados e proteção dos agentes de saúde, médicos, enfermeiros e demais envolvidos na rotina de centros de saúde e hospitais.

Isso ajudou a evidenciar a dificuldade de manter ou elevar a capacidade de produção dos equipamentos no país. Porém, o próprio governo, por desconhecer o mercado, incentivou a importação a qualquer custo e sem as certificações exigidas no Brasil. Precisamos investir no Brasil e na nossa capacidade de produção.

Diante deste cenário e das incertezas para o futuro, chegamos ao triste número de mais de um milhão de pessoas mortas por conta do Novo Coronavírus. No entanto, precisamos lembrar que, anualmente, mais de dois milhões de trabalhadores perdem suas vidas em acidentes no trabalho no mundo inteiro. Sendo que, pasmem: grande parte desses óbitos poderiam ter sido evitados com o uso adequado de equipamentos de proteção.

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