Desafios para a implantação GRO e PGR

NR 4

O enorme e constante volume de novas informações geradas a cada minuto no campo da Segurança e Saúde Ocupacional – SSO, aliadas a necessidade de todas as partes envolvidas (Empreendedor – Trabalhador – Governo – Sociedade) precipita a celeridade em busca de soluções e estratégias de inovação capaz de assegurar resultados necessários na atividade de proteção e prevenção de danos de qualquer natureza. Muito maior que uma prioridade é uma questão de valor e sustentabilidade do negócio.

Manter bons resultados não é mais suficiente. É preciso evolução contínua.  Neste cenário, rebuscou o Governo Federal, especialmente na NR 4 – SERVIÇO ESPECIALIZADO EM SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO, a revisão e modernização para alinhamento com o que há de mais moderno no mundo, conceitos(ISO 45001) para estimular boas práticas de Gestão e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Restou claro, na justificativa para o avanço, a baixa eficiência dos então, SESMTs. Entrega pouco, muito pouco.

Boa parte não entendeu ainda, se quer os conceitos. Outros confundem GESTÃO (Doc teórico descritivo, corporativo, pensamento macro, política de SSO), com o gerenciamento/execução realizado através de “programas” e outros procedimentos, instrumentos, Normas Internas, protocolos, rotinas, etc… em que se executa a políticas de SSO em cada Organização.

 Virou a chave. A Política de SSO deve assegurar a evolução contínua com mudança comportamental de toda a sociedade de trabalho. SSO é um valor de sustentabilidade, existem obrigações decorrentes de leis e normas, inclusive requisitos internacionais pela declaração OIT, sim existem. Ser competitivo, evolutivo requer uma nova postura e enfrentamento. A mesmice, velhos hábitos de fazer apenas documentos (gerar papel e punições…) deixamos para trás. É muito mais que apenas cumprir leis e normas, é desejar algo mais. Uma necessidade com ação estratégica para garantir desenvolvimento e sustentabilidade.

O foco principal é na mudança comportamental – “Lideranças e Empregados/Trabalhadores”. Sensibilizar, estimular a reflexão, motivar – dar motivos para a ação, demonstrar perdas & ganhos possíveis nesta nova fase evolutiva em que caminhos irmanados por um só objetivo: atender necessidades e expectativas de todas as partes envolvidas. Naturalmente o desconforto e turbulências nesta transição, existirá. O fortalecimento mental é importantíssimo, o convencimento de que há um preço a pagar a cada escolha que se faz, existe. É imperioso fazer a caminhada, a transição. Com medo, com dores ou com ambos, não tem mais volta. O enfrentamento é legítimo e nos interessa a todos os profissionais de SSO. Este papel de liderança técnica é nosso, independente de prerrogativa legal que nos concede a legislação vigente, é nosso. Entregar mais e melhor não é escolha, é necessidade.

Sair da zona de conforto vai muito além de gerar documentos (papel e punição). “É virada de chave”. A mudança comportamental é para todos, especialmente do empreendedor e do trabalhador. Novos hábitos, valores e o despertar da consciência e responsabilidade coletiva. Na força mental e na imensurável capacidade criativa de cada indivíduo, de forma organizada e coletiva, entregaremos mais. Nasce a oportunidade de desenvolver mecanismos de mudança comportamental. Consciência coletiva baseados na relação ganha-ganha: gerar bons resultados para que todos ganhem. Chega de inversão da pirâmide (hierarquia das medidas de controle) onde o EPI, sabidamente, deveria ser o último recurso a ser aplicável – é o de menor eficiência, e no Brasil se instalou a verdade inversa! Se o trabalho adoece, mutila e mata, ele não é bom para ninguém. Chega de “normose”. Chega de baixa eficiência. 

A gente pode, vem pra cá!

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

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