Segurança Na Construção Civil – Abordagem Inicial

É com grande satisfação que apresentamos a nova coluna “Segurança em Foco: Construção Civil”, que contará com a expertise do renomado Engenheiro Sérgio Ussan. Neste artigo inaugural, Ussan compartilha sua visão sobre a importância da segurança na construção civil e os desafios únicos enfrentados pelo setor.

O especialista em Saúde e Segurança do Trabalho (SST) aborda temas relevantes para os profissionais prevencionistas, destacando a necessidade de conhecimento das normas regulamentadoras e a busca contínua por aprimoramento. Ussan enfatiza conceitos fundamentais, como a ideia de que segurança é investimento, e a responsabilidade da empresa contratante pela segurança dos trabalhadores terceirizados.

Ao abordar as diferenças entre a indústria estabelecida e a construção civil, Ussan explica como a natureza móvel do trabalho nos canteiros de obras expõe os trabalhadores a diversos riscos, exigindo uma abordagem estratificada dos profissionais prevencionistas. Ele também destaca a importância da empatia na relação entre o prevencionista e o empregado.

Acompanhe esta coluna e participe do debate, pois, como lembra Ussan, “segurança do trabalho é como água do chimarrão em chaleira, se não levar ao fogo constantemente esfria”. Prepare-se para uma jornada reveladora sobre a segurança como investimento essencial para o sucesso sustentável na construção civil. Vamos lá?!

Importância da Segurança na Construção Civil

Com alegria e esperança de bons resultados inicio com este Artigo minha participação na Coluna “Segurança em Foco: Construção Civil” onde serão colocadas posições pessoais, posições profissionais e abordagens de diversos temas sempre voltados, por óbvio, para Segurança, Saúde e Meio Ambiente do Trabalho (SSMA) na Indústria da Construção, comumente denominada Segurança e Saúde do Trabalho (SST).

No entanto, cabe lembrar que os princípios de SST cobrem todas as indústrias o que proporcionará aos profissionais prevencionistas de todos os setores onde houver relação Empregador/Empregado que possam aproveitar o que aqui constar.

Cabe citar os profissionais além de Engenheiros e Técnicos de Segurança do Trabalho que devem conhecer e, em vários momentos, dominar o que nesta Coluna for registrado.

Surpresa esta afirmação?

Que outros profissionais, pode ser a pergunta.

De forma expedita é possível citar profissionais que de uma ou outra forma desenvolvem atividades em diversos setores da empresa empregadora ou em prestação de serviços externa que são responsáveis ou tangenciam o trato da SST:

– Contratação de empresas terceirizadas de fornecimento de mão de obra.

– Recursos Humanos.

– Departamento de Pessoal.

– CIPA.

– SESMT.

– Assessoria Jurídica.

– Contabilidade.

– Outros que podem surgir em função da Gestão da empresa.

Estes profissionais em algum momento se defrontarão com situações onde sua participação será necessária, situações estas que o leitor, em exercício mental, pode definir.

Profissionais diretamente ligados aos ciclos de SST em uma empresa de construção civil devem ter em mente conceitos, alguns com negação certa, mas que valem uma discussão em busca de progressos no trato com condições plenas de SST em nossas empresas.

Vamos a eles:

– Segurança não é custo é investimento.

– Segurança quando tudo vai bem, ninguém lembra que existe.

  Quando algo vai mal, dizem que não existe.

  Quando é para gastar, dizem que não é preciso que exista.

  Porém, quando realmente não existe, todos concordam que deve existir.

(trecho salientado com propósito de levar leitor a confirmar se é verdade ou fake).

– Segurança é obrigação do trabalhador conhecer.

– Obra que tem Técnico de Segurança do Trabalho presente é segura.

         Incluindo na lista de conceitos a serem conhecidos pelos citados acima encontramos na legislação as seguintes determinações:

– É de responsabilidade da contratante garantir as condições de segurança, higiene e salubridade dos trabalhadores, quando os trabalhos forem realizados em suas dependências ou local previamente convencionado em contrato.

         Observação: nesta citação fica clara a reponsabilidade da empresa contratante sobre os trabalhadores de empresas terceirizadas por ela contratadas.

– Direito de Recusa: o trabalhador poderá interromper suas atividades quando constatar uma situação de trabalho onde, a seu ver, envolva um risco grave e iminente para sua vida e saúde.

         Neste ponto interrompo o texto para alerta e informar que o conteúdo acima, bem como o conteúdo citado abaixo, não devem causar ao leitor preocupação pela ausência de ampla dissertação dos mesmos, pois serão abordados com mais detalhes em colunas futuras especificas a cada um.

         Continuando, perguntas que devem ser feitas aos profissionais detentores dos títulos Engenheiro de Segurança do Trabalho e Técnico de Segurança do Trabalho:

– O curso garantiu pleno conhecimento das áreas de trabalho em que podes atuar?

– Aulas práticas assistidas foram suficientes para garantir suas futuras ações profissionais?

– Sente necessidade de continuar, após a graduação, estudando ou mantendo contato constante com ensinamentos que ampliem seus conhecimentos profissionais?

         Certamente as respostas serão negativas para as duas primeiras perguntas e positiva para a terceira.

         Caso algum leitor não concorde com a afirmação acima, por favor, não atue no segmento de SST, por óbvio, busque outra ocupação.

         Aos demais, parabéns, este é o foco que deve dirigir as ações do bom profissional, pois o conhecimento é infinito e sempre terão algo a aprender assistindo uma palestra ou um vídeo, lendo artigos sobre variados temas ligados à suas atividades, participando de grupos de estudo ou com os mesmos interesse de crescimento profissional.

         Acrescente-se algo importante, o dever de reconhecer suas falhas ou deficiências e a partir delas ir em busca do que é certo, do que é correto.

         Todos somos ignorantes (de ignorar) frente a algumas situações e ir em busca de conhecimento, e dizer “não sei” não é vergonha é demonstração de bom profissionalismo.

         Se o leitor até aqui chegou, cabe a mim  explicar por que o ritmo meio confuso e múltiplas abordagens até aqui feitas.

         Explico:

         Primeiro chamara a atenção para o grande número de temas que merecem ser abordados para ampliar   ou solidificar os conhecimentos profissionais dos leitores.

         Segundo: como não sou dono da razão nem gênio com total conhecimento dos cenários (?) da construção civil e dos temas aqui abordados o contraditório será sempre bem vindo pois a discussão sempre leva a situações esclarecedoras e a derrubada de princípios e ideias com não conformidades.

         Continuando.

         Agora abordagem específica da Indústria da Construção Civil e sua grande diferença com as demais industrias quando nos deparamos com as Normas Regulamentadoras Brasileiras (NRs).

         Inicialmente.

         Na indústria estabelecida o trabalhador fica parado, o produto fabricado passa por ele e depois sai do local de produção.

         Na indústria da construção civil o produto fabricado fica parado, o trabalhador se movimenta por ele e depois sai do local de fabricação.

         O que significam estas situações?

         Nas industrias estabelecidas os trabalhadores terão sempre situações de riscos constantes frente às NRs pois ficam em situações e posições praticamente fixas, enquanto na construção civil o trabalhador, por estar em constante movimento pela obra, estará exposto a várias situações e riscos.

         Profissional prevencionista atuando na construção civil tem que entender de forma        estratificada esta situação.

         Em continuidade:

         Trabalhadores ligados à construção civil, entenda-se canteiros de obras, possuem perfis diferenciados dos trabalhadores de outros setores da indústria estabelecida e que são pouco ou nada apresentados e analisados durante os cursos dos profissionais prevencionistas que com eles atuarão.

         Empatia (palavra que merecerá Artigo próprio) deve ser constante na relação prevencionista/empregado, pois sem ela a relação entre os dois será “capenga” e prejudicial aos princípios de segurança do trabalho.

         Enfim espero ter, pelo mens, despertado a curiosidade do leitor para leva-lo a acompanhar os textos desta Coluna, expondo, sempre que possível, suas críticas e dúvidas que possuam.

         Para o leitor pensar:

         Segurança do trabalho é como água do chimarrão em chaleira, se não levar ao fogo constantemente esfria.

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

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