Como garantir a segurança dos trabalhadores em obras de construção civil

Quando é realizada abordagem do tema Segurança na Construção Civil, para os menos acostumados com este segmento da indústria, vem a imagem de EPI – Equipamento de Proteção Individual como capacete, botina e cinto de segurança – na forma mais simples – ou acrescido da presença de um TST – Técnico de Segurança do Trabalho – na forma um pouco mais ampla.

“Um pouco mais ampla” é apenas uma expressão coloquial, pois só a quantidade de EPIs é enorme e aqui lista-los ocuparia muito espaço.

Esta visão simplificada mascara a realidade de que proteger trabalhador em atividade em obra de construção engloba várias ações, algumas não claramente explícitas na legislação vigente.

Em uma obra de construção civil várias etapas devem ocorrer, todas visando a proteção do trabalhador, etapas estas que, de forma expedita, podemos assim elenca-las.

Documentação:

O trabalhador só deve ter acesso ao canteiro de obras após a apresentação e aceitação de, no mínimo, os seguintes documentos:

            – Contrato de trabalho regularizado.

            – ASO – Atestado de Saúde Ocupacional com devido registro de “apto para a função”.

            – Ficha de EPIs a ele disponibilizados.

            – Certificado de treinamento admissional.

            – Certificado de qualificação inerente a suas atividades.

            – Ordem de Serviço- OS compatível com suas funções.

Palestra de Integração:

            Antes do início de suas atividades no canteiro de obra o trabalhador deve participar de palestra onde lhe será apresentado comentários sobre SST, sua participação no processo de proteção individual e coletiva, princípios a serem seguidos (exemplos: comportamento, higiene, organização do local de trabalho, uso de celular).

DDS – DSS.

            Realização de Diálogo Diário de Segurança ou Diálogo Semanal de Segurança, reuniões rápidas, quinze a vinte minutos, onde serão abordados temas inerentes ao momento, sempre visando a segurança e saúde do conjunto de trabalhadores em atividade na obra.

Ordem de Serviço.

            Neste documento, entregue ao trabalhador quando da palestra de integração, devem constar regras e princípios de ações profissionais e pessoais a serem por ele obedecidos nas dependências do empreendimento.

Participação do Trabalhador.

            A participação do trabalhador nas condições de segurança e saúde em canteiro de obra é, sem qualquer dúvida salutar, devendo ser disponibilizados dispositivo tipo Caixa de Sugestões onde ele poderá depositar sugestões, críticas, elogios e comentários diversos sem precisar identificar-se.

Obs: a experiência comprova o êxito decorrente desta simples ação.

GSI – Grupo de Socorro Imediato.

            No canteiro devem ser treinados alguns trabalhadores para o socorro imediato e caso de acidente ou incidente coo seu(s) colega(s).

Higienização dos Ambientes.

            A manutenção física e higiênica dos diversos locais de trabalho e das áreas de vivência cria ambiente favorável à segurança, lembrando que organização também é segurança.

Obs: conscientizar os trabalhadores a participarem desta situação vem em benefício de todos.

Neste momento da leitura o leitor pode fazer uma pausa e pensar que situações pode indicar  que venham a colaborar com a segurança dos trabalhadores em obra de construção civil.

Certamente surgirão boas ideias e assim a Garantia citada no título estará ampliada.

Agora pode surgir a pergunta “Qual o papel do Engenheiro e do Técnico de Segurança do Trabalho neste cenário”.

A resposta demandará espaço que agora não existe e remete a um futuro texto com abordagem  da Parte 2 deste tema, abordagem que demonstrará a importância do Engenheiro e do Técnico de Segurança do Trabalho na indústria da construção com ênfase para o amplo mercado de trabalho disponível principalmente para o segundo.

Observação relevante: o contraditório será sempre bem vindo.

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

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