Como deve ser o novo profissional de SSO?

O PGR chegou, o eSocial continua com a exigência do PPP eletrônico somente para janeiro de 2023, então entre diversas dúvidas e discussões nos grupos do WhatsApp e Telegram, ainda temos muitos profissionais bem aquém do que o esperado e do conhecimento que deve possuir conforme sua formação técnica.
Com tantas dúvidas e dificuldades pode ter haver com o nosso modelo de (des)educação escolar. Sim seria exatamente isso mesmo!
Em um sistema em que os alunos não aprendem nada senão a decorar textos e fórmulas, e não imaginam o que fazer depois com isso.
Por não haver um projeto de educação em seu artigo “QI, educação e literatura”2 Gustavo Bertoche, infere “E a educação brasileira tem sido muito ruim porque nunca houve, em nosso país, um projeto de educação. Jamais – jamais! – os nossos governantes e gestores do primeiro escalão se perguntaram por que educar. Nunca se puseram a questão: “quem nós queremos que as nossas crianças sejam aos dezoito anos? como queremos que elas compreendam o mundo? o que queremos que elas saibam, o que queremos que elas saibam fazer?”. O resultado é que o nosso currículo escolar é uma colcha de retalhos sem nenhum propósito, um
currículo que macaqueia desastradamente os currículos de outros países.” Em meio a toda essa condição, nos deparamos com situações onde não temos uma grade escolar que seja única para os cursos de Segurança e Medicina do Trabalho, bem como professores que tenham uma base técnica e de experiência e vivência na área de modo que possa realmente transmitir um conhecimento diferenciado ao aluno. Fica evidente esta deficiência pela forma em que alguns profissionais não saberem elaborar
documentações que no mínimo deveriam por se tratarem de documentos que não caberia pedidos de modelos ou a velha postura do Ctrl C e Ctrl V.
Em cursos, palestras e inclusive quando ministrava aulas para curso de formação de Técnico em Segurança do Trabalho, cinco perguntas que até hoje faço:

  1. O que você possui de “Acervo Técnico” para consulta?
  2. Além da NR, quais outros livros técnicos você possui?
  3. Quantos Cursos você participou nos últimos 6 meses?
  4. Quantos congressos, feiras ou seminários que você participou nos últimos 2 anos?
  5. Como você se mantém atualizado?
    A questão de possuir um Acervo e outras literaturas técnicas está diretamente interligado ao “aprender”, pois para ler, para escrever, para falar bem – isto é: para pensar bem, só há um caminho: o caminho do estudo, da prática da escrita e do debate técnico com outros profissionais sem que haja dificuldades tão abismais em elaboração de documentações, mas sim discussões
    para um aperfeiçoamento do conhecimento e das próprias documentações a serem elaboradas. As formações acadêmicas e técnicas hoje ensinam e educam tecnicamente nossos profissionais ou se prendem ainda nas questões de proporcionar por meio de provas a falácia das decorebas e trabalhos prontos que se compra em sites especializados?
    Sim, nesta realidade ainda teremos uma longa caminhada para mudar este panorama sombrio que envolve não somente os profissionais de Segurança e Medicina do Trabalho, mas também em outras formações acadêmicas e técnicas.
    Por fim, volta a reforçar o que já venho escrevendo a muito tempo. Os alunos também devem mudar sua postura e a forma de encarar uma formação profissional, pois neste modelo um Médico por exemplo, pode não identificar por falta de conhecimento uma alteração em um exame e comprometer severamente o paciente quanto a sequelas profundas ou até um óbito, sendo que tal situação poderia ter sido identificada e tratada a tempo.
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