Como desenvolver a liderança para fazer a gestão de pessoas?

A gestão de pessoas tradicional está em declínio, alerta Lucia Sebben em seu artigo “O que mudou na gestão de pessoas e muitos ainda não perceberam?”. Ela destaca os perigos da abordagem ultrapassada, ressaltando o aumento dos problemas de saúde mental no trabalho. Lucia propõe uma nova era na gestão, enfatizando a necessidade de líderes e gestores adotarem práticas inovadoras, como o foco na saúde mental e bem-estar dos colaboradores. O artigo também destaca empresas pioneiras, incluindo Ambev, Boticário e Nubank, que já estão liderando essa transformação com iniciativas como jornadas de trabalho flexíveis e programas de bem-estar. Lucia conclui enfatizando a importância da formação de líderes capazes de uma gestão atenta às necessidades individuais, afirmando que a saúde mental é a prioridade na gestão moderna e que as empresas que não se adaptarem a essa mudança enfrentarão desafios. Vamos entender melhor?!

O QUE MUDOU NA GESTÃO DAS PESSOAS E MUITOS AINDA NÃO PERCEBERAM?

Gestão de pessoas trata de conduzir pessoas, em times, na busca por resultados para aorganização, de acordo com suas habilidades, conhecimentos e planos de carreira. Acredito que a melhor relação acontece quando conseguimos reunir os objetivos organizacionais, com os objetivos pessoais. Neste caso, ocorre uma convergência de interesses que permite a vinculação de ambas as partes para o crescimento e a prosperidade.
No entanto, encontramos nos tempos atuais uma forte aceleração nos comportamentos competitivos e uma busca desenfreada pela alta performance, que somada as demandas psicossociais de pressões, cobranças, sobrecargas, excesso de horas extras, exigências demasiadas e relacionamentos abusivos, tóxicos, que promovem assédio em várias modalidades.
A consequência já é sabida – desordens mentais de várias formas tornando o Brasil recordista mundial em transtorno de ansiedade, com índices de suicídio no trabalho aumentado, assim como depressão e burnout.
Estas informações, muito provavelmente não são novidades. No entanto, o que, de fato, mudou no modelo de gestão de pessoas? Quais as práticas que foram abandonadas? Quais os novos hábitos foram adquiridos? Se isso tudo não aconteceu, significa que que nada foi aprendido. De nada adianta ter o conhecimento e informação, se não existe a mudança de comportamento dos líderes e gestores. Considera-se que houve aprendizado, quando ocorre a
mudança de comportamento. Caso contrário, foi apenas discurso sem prática. É preciso que se revise as práticas atuais, e que o ser humano seja, de fato, entendido como tal dentro da organização. Não somos “super-heróis” capazes de suportar o insuportável. Temos limites. Sofremos, choramos, cansamos, temos necessidades emocionais e psicológicas, além da biológica!!!

A gestão das pessoas pede por uma liderança cuidadora, atenta as demandas internas e individuais. Falo de Cuidados Psicossociais que atentem ao tanto de sofrimento que a vida diária possa estar impactando na vida de cada trabalhador. E que fique claro, que esta realidade não atinge apenas aqueles que vivem riscos ocupacionais ou que trabalham em funções de pressão e maior estresse psicológico.
sobre saúde mental, assim como um salário emocional composto de relações saudáveis e afetuosas.

Esta realidade esmagadora e deteriorante da saúde mental já atinge a todos os brasileiros ativos que forma treinados, incentivados e premiados por trabalhar exageradamente, e descontroladamente em nome de sua prometida ascensão profissional, ou melhoria salarial. Portanto, esta realidade aponta para a urgência de se falar em saúde mental no trabalho, dando espaço a uma gestão de pessoas com este enfoque. Algumas poucas empresas, como a Ambev, Boticário e Nubank já acordaram para esta realidade e despontam como inovadoras e detentoras de benchmarking nas práticas de gestão da saúde mental, como por exemplo, jornada de trabalho flexível, acesso a atendimento psicológico, rodas de conversa para falar.
A formação de novos líderes capazes de realizar uma gestão cuidadora, com atenção psicossocial dependerá de identificar pessoas com valores fundamentais bem definidos, que irão levar a construção de competências socioemocionais com sensibilidade para escuta ativa e empática.

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

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