O combate à poluição por agrotóxicos

Combate à poluição por agrotóxicos: uma questão de conscientização da sociedade

A data de 11 de janeiro, dia de combate à poluição por agrotóxicos, foi criada para conscientização da sociedade quanto aos riscos causados pelo uso indiscriminado e desprotegido de agrotóxicos e os problemas causados ao meio ambiente e à saúde humana.

Os agrotóxicos são substâncias regulamentadas para uso exclusivo na produção agrícola, e requerem prescrição de receituário agronômico por parte de profissionais da Agronomia. Nesta prescrição há a descrição do alvo a ser tratado, a indicação do produto a ser aplicado, a dose a ser utilizada, bem como as medidas de proteção individual (ou coletiva) a ser utilizada. Desta forma, a aplicações dos agrotóxicas seguirão as normas de segurança ambiental e de saúde.

No tocante ao uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), é fundamental que o aplicador de agrotóxicos crie a consciência e torne um hábito o uso de EPIs adequados e compatíveis com os agrotóxicos. Toda atividade laboral envolve riscos, e os EPIs podem ser auxiliares na prevenção de acidentes decorrentes do uso. O risco de contaminação por agrotóxicos dos trabalhadores rurais depende da eficiência do EPI, e sobretudo do seu uso de forma correta. Em função do trabalho no campo ser realizado em ambientes abertos, e muitas vezes sob condições de elevada radiação solar e temperatura que cause desconforto térmico, muitos agricultores deixam de utilizar parte dos EPIs, ou inclusive fazem adaptações que comprometem a eficiência do mesmo.

Muitos itens dos vestuários de proteção para a atividade agrícola são inadequados para o uso pretendido e não cumprem a função de evitar a contaminação. Por vezes, podem ser a própria fonte de contaminação. Logo, ratifica-se a função principal do EPI de apenas reduzir o risco ou mitigar as consequências, o que diverge de uma expectativa legal mais benéfica para à saúde e segurança do trabalhador. Neste sentido, os profissionais que atuam na engenharia de segurança do trabalho possuem conhecimento e plenas condições de contribuir positivamente para um aprimoramento de tecnologias de EPIs e também o incremento da participação de equipamentos de proteção coletiva, ainda muito pouco utilizados no setor agropecuário brasileiro.

Por um lado, a sociedade clama pelo fornecimento de produtos em quantidades que satisfaçam a sua necessidade alimentar, e economicidade. E também demanda o fornecimento de alimentos seguros, inócuos à sua saúde, e portanto livres de resíduos de agrotóxicos. Por outro lado, os agricultores necessitam produzir de modo eficaz e com o custo de produção adequado às necessidades de mercado. O ambiente de produção é desafiador, no sentido de que a presença de pragas e doenças no ambiente de produção agrícola são o cotidiano nos mais diversos sistemas de produção. Certamente técnicas de produção sustentáveis costumam gerar um equilíbrio ecológico que resulta na otimização de recursos, incluindo o uso de agrotóxicos. Os agricultores não utilizam agrotóxicos porque gostam de fazê-lo, mas por necessidade de controle de pragas e doenças. E seu uso consciente e protegido é seguro.

Finalmente, as atuais normas de rastreabilidade de produção vegetal no Brasil poderão ser uma excelente ferramenta de controle do uso de agrotóxicos, onde os engenheiros de segurança do trabalho conseguirão mapear os procedimentos usuais de cada sistema de produção agrícola, gerando os conhecidos mapas de risco operacional. Todos os elos das cadeias produtivas serão beneficiados, minimizando com isto os riscos de contaminações dos aplicadores, consumidores, e do meio ambiente.

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