Publicado no site oficial do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 6 de outubro de 2025, o artigo “Magistrados e gestores de inteligência participam de curso sobre segurança institucional e gestão de riscos” destaca um tema cada vez mais essencial no serviço público: a prevenção de crises e a gestão de riscos como pilares da segurança institucional.
A notícia aborda a terceira e última etapa do 1º Curso Nacional de Inteligência de Segurança Institucional do Poder Judiciário (CNIS/PJ) — uma iniciativa voltada à capacitação de magistrados, gestores e profissionais de inteligência na proteção de pessoas, dados e estruturas do sistema de Justiça.
Mais do que um treinamento técnico, o curso simboliza um movimento estratégico em direção a uma cultura de inteligência e prevenção, integrando segurança física, proteção de informações e ética no uso de dados sensíveis.
Como ressaltou a diretora do Departamento Nacional de Polícia Judicial (DNPJ), Fernanda Portella Sampaio, “o foco do trabalho vai muito além da proteção física. É disseminar uma cultura de inteligência que requer visão estratégica, ética e responsabilidade no uso da informação”.
Capacitação em segurança e prevenção
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) iniciou, nesta segunda-feira (6 de outubro de 2025), a terceira e última etapa do 1º Curso Nacional de Inteligência de Segurança Institucional do Poder Judiciário (1º CNIS/PJ).
A formação, com 42 horas de duração, é voltada para magistrados, magistradas, gestores e gestoras de unidades de inteligência, com foco na prevenção de crises e antecipação de riscos relacionados à segurança de pessoas, documentos e instalações do sistema de Justiça.
Mais do que uma capacitação técnica, o curso representa um avanço na consolidação da cultura de inteligência e gestão de riscos no âmbito do Poder Judiciário — um tema cada vez mais relevante diante das ameaças cibernéticas e digitais que desafiam a segurança institucional.
Cultura de inteligência e responsabilidade no uso da informação
Durante a abertura, a diretora do Departamento Nacional de Polícia Judicial (DNPJ), Fernanda Portella Sampaio, destacou que o trabalho vai além da proteção física.
“O foco é disseminar uma cultura de inteligência, que requer visão estratégica, ética e responsabilidade no uso da informação para antecipar riscos e prevenir crises.”
A secretária-geral do CNJ, Clara Mota, reforçou a importância da colaboração entre magistrados, servidores e equipes de segurança, especialmente frente ao aumento das ameaças cibernéticas e à exposição pessoal nas redes sociais.
A proposta do curso é clara: promover a consciência sobre riscos, vulnerabilidades e boas práticas de segurança digital e institucional, fortalecendo a confiança pública nas instituições do Judiciário.
Gestão de riscos e privacidade digital
Um dos temas centrais abordados é a gestão de riscos frente à exposição pessoal em ambientes virtuais.
A programação inclui orientações sobre quais informações pessoais não devem ser compartilhadas, e como evitar situações de vulnerabilidade — como fotos que revelem locais frequentados por magistrados, escolas de filhos ou universidades em que lecionam.
Essas medidas práticas integram uma estratégia mais ampla de proteção de dados e preservação da integridade pessoal e institucional, reforçando a necessidade de educação digital contínua entre profissionais do sistema de Justiça.
Integração e padronização das ações de segurança
O curso, realizado em Brasília, inclui visita ao Museu da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e módulos sobre avaliação de risco, extremismos violentos e medidas de proteção de autoridades ameaçadas.
Essas ações seguem diretrizes da Resolução CNJ nº 383/2021 e da Doutrina de Inteligência de Segurança Institucional do Poder Judiciário, que instituem o Sistema de Inteligência de Segurança Institucional do Poder Judiciário (SInSIPJ).
Segundo o diretor-geral do CNJ, Bruno César de Oliveira Lopes,
“Esse encontro é um esforço coletivo para melhorar técnicas, consolidar protocolos e compartilhar experiências, fortalecendo a segurança institucional e a missão constitucional do Judiciário.”
Consciência e prevenção como pilares da segurança
Para o supervisor de Inteligência da Justiça Federal de São Paulo (TRF-3), Nelson da Silva, é essencial que a alta administração compreenda as complexidades da segurança institucional.
“Quanto mais engajados e conscientes, menos se colocam em situações de vulnerabilidade. Isso melhora a proteção das instituições e de suas pessoas.”
O desembargador do TRF-3 complementa:
“É fundamental que magistrados e suas famílias entendam os riscos de compartilhar informações pessoais. Pequenas atitudes podem fazer grande diferença na proteção da vida pessoal e profissional.”
Reflexão RSData: inteligência, prevenção e tecnologia em segurança
A iniciativa do CNJ reforça a importância da gestão de riscos como parte da cultura organizacional, princípio que também norteia a atuação da RSData na área de Segurança e Saúde no Trabalho (SST).
Assim como no ambiente judiciário, nas empresas a inteligência de dados e a antecipação de riscos são fundamentais para proteger vidas, processos e reputações.
A tecnologia, quando usada com ética e estratégia, se torna uma aliada poderosa na prevenção e na tomada de decisão baseada em evidências.
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