Cinto de segurança salva, mas sem resgate pode matar!

Tudo parecia estar em conformidade: o trabalhador utilizava cinto de segurança com absorvedor de energia e talabarte duplo, havia passado pelo treinamento necessário, a ancoragem estava corretamente dimensionada, a análise de risco havia sido realizada e a permissão de trabalho estava emitida. Mesmo assim, a queda acontece e o trabalhador fica suspenso pelo sistema de proteção. À primeira vista, parece que tudo correu bem (afinal, ele está vivo). No entanto, se não houver um plano de emergência que inclua procedimentos eficazes de salvamento, essa aparente normalidade pode rapidamente se transformar em uma situação crítica.

Ficar suspenso por tempo prolongado e sem movimentação pode desencadear o que se conhece como suspensão inerte. Segundo boletim técnico da OSHA (SHIB 03-24-2004), essa condição pode gerar sintomas como tontura, suor frio, alterações na frequência cardíaca, perda de consciência e, nos casos mais severos, levar à morte. Isso ocorre porque o sangue tende a se acumular nos membros inferiores devido à pressão das fitas do cinto, dificultando seu retorno ao coração. Quando a circulação é comprometida dessa forma, o cérebro e outros órgãos vitais deixam de receber oxigênio suficiente, o que pode ter consequências fatais.

Portanto, evitar a queda é apenas o primeiro passo. A empresa precisa estar pronta para agir com rapidez caso um trabalhador permaneça suspenso. Essa resposta não se limita a chamar os bombeiros ou aguardar o socorro. É necessário que exista um plano de emergência, com profissionais treinados e equipamentos adequados para o resgate. Elementos como fitas de suspensão pós-queda, que ajudam a aliviar a pressão nas pernas e facilitam a circulação, devem estar disponíveis. Além disso, se o trabalhador estiver consciente, ele pode tentar manter as pernas em movimento para estimular o fluxo sanguíneo enquanto aguarda o resgate.

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

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