APR, GRO e a Fábula do vendedor de sapatos

APR GRO e a Fábula do vendedor de sapatos

APR, GRO e a Fábula do vendedor de sapatos

A chegada do GRO pode (não quer dizer que será) um divisor de águas para nós profissionais de SST. Já te digo por quê. Antes, vou te contar uma fábula.

Era uma vez uma indústria de calçados que desenvolveu um projeto de exportação de sapatos para a África. Mandou dois de seus consultores a pontos diferentes do país para fazer as primeiras observações do potencial daquele futuro mercado.

Depois de alguns dias de pesquisa, um dos consultores enviou uma mensagem para a direção da empresa:

\”Chefe, cancele a produção, pois aqui ninguém usa sapatos\”.

Sem saber dessa mensagem, o segundo consultor mandou à direção da empresa a seguinte observação:

\”Chefe, triplique a produção, pois aqui ninguém usa sapatos\”.

Moral da História: Tudo depende do ponto de vista. De como você irá se posicionar.

Alguns dias atrás, numa apresentação sobre a estrutura básica de uma APR, fui perguntado se neste documento deveria constar as soluções para riscos e não conformidades encontradas.

A resposta passa por onde você quer que sua análise vá parar. Numa gaveta ou numa reunião estratégica da empresa.

Se você está se propondo apenas cumprir uma normativa, um estudo protocolar, reembalar o PPRA e chamar de PGR, e continuar fazendo mais do mesmo, te responderia que não. Não perca seu tempo tentando entender o contexto para ter subsídio para propor solução. Afinal, até então, no mercado de SST ninguém usa sapatos.

Agora, se você quer fazer parte do time que defende o mercado de SST como estratégico, que sabe que melhorias e ajustes trazem não só segurança, mas eficiência para o processo, te responderia que sim. A empresa anseia por um mapeamento que traga caminhos, prioridades e soluções. As empresas não veem a hora de encontrar vendedores de sapatos.

Tenho para mim, que uma APR bem-feita será suficiente para propor a maioria das soluções. É disso, só disso, que a empresa precisa.

O divisor de águas passa por estes questionamentos. Vamos continuar fazendo mais do mesmo ou vamos nos propor à uma SST de resultado? Vamos continuar refém da norma ou vamos além dela? Análise pela análise ou análise com foco na solução?

Você decide! E aí, Cancela ou Triplica?

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Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

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