Abril Verde: O que é uma cultura prevencionista?

ABRIL VERDE – EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA CULTURA PREVENCIONISTA

28 de Abril –  Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho.

Por que o mês de abril? 

Reporta-se que em 1969, a explosão de uma mina nos Estados Unidos causou a morte de 78 trabalhadores. O fato ocorreu em 28 de abril e, por isso, este foi escolhido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho.

Em 2003 a (OIT) instituiu a data como o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, em memória às vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.

No Brasil, a data foi instituída pela a Lei 11.121/2005 Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho

Em Estrela-RS, a Lei 5.556 de 21.06.2011 criou a Semana Comunitária de Prevenção de Acidentes e Saúde do Trabalhador. Uma semana dedicada a intensificar a reflexão de forma a sensibilizar e estimular todas as partes envolvidas para a proteção da vida, da saúde e da integridade física do trabalhador na atividade laboral – muito mais do que um direito, um valor inegociável.

A partir da década de 70 (setenta), no Brasil, entendeu-se que a Segurança e Saúde no Trabalho – SST, precisava ser desenvolvida como imperiosa necessidade de sustentação do ambiente de negócios no Brasil. Vozes por todo o mundo ecoavam e pressionavam  por mudanças, muito mais que mudanças uma evolução em respeito à saúde e a vida de quem produz. Meio século depois, é um mundo de “ineficiência”. Perdeu-se em meio a papéis e processos fortemente burocráticos, caros e de parco resultado, distanciados das expectativas e necessidades das partes envolvidas. A Análise de Impacto Regulatórios(AIR), que justifica a necessidade de melhorias na NR 4 – SESMT, deixa muito claro tudo isso.

Então, o mês de Abril , o ABRIL VERDE está ai.

É preciso consciência e muita reflexão. Oportunamente é um mês para isso também. O Abril Verde não é para comemorações. Temos pouco, pouquíssimo a comemorar no que se refere a evolução, a resultados. É um período de reflexão:

– Qual é o nosso propósito enquanto profissionais legalmente habilitados em SST? Quais são os resultados que estamos efetivamente entregando em SST? Estamos realmente contribuindo para a sustentabilidade dos negócios? Como que o Trabalhador nos percebe no ambiente produtivo? Somos realmente produtivos ou vivemos embalsamados, ocupados pela burocracia e excesso de papéis?

Mas apenas reflexão não nos remove da mesmice. É PRECISO “AÇÃO”. Efetividade, ser compreendido pelas partes envolvidas, menos burocrático, mais pragmáticos. Construir mais pontes e menos muros. Compromisso com resultados através de ações na “Educação Transformadora” e a cultura prevencionista. Que o ABRIL VERDE seja também momentos de ações, não apenas simbólicas ou cerimoniais, mas mudanças de Leis, menos burocráticas, repetitivas, melhor aplicação das leis gerando resultados efetivos para todas as partes envolvidas. Responsabilização efetiva e eficaz aos infratores das normas de segurança e medicina do trabalho, especialmente daqueles que insistem em colocar seus interesses acima da saúde e da vida de quem produz. Justiça que tarda; não faz justiça!

Um salto de produtividade e competitividade. Não se trata apenas de pensar acidentes e doenças do trabalho isoladamente como responsabilidade de CIPA, de SESMT; mas de todos. Compromisso de todos e para todos. Um novo olhar. Desafiador. Não podemos conviver passivamente em “normose” celebrando o acidente, o adoecimento e a morte pelo exercício do trabalho – Abril Verde. Podemos fazer mais, muito mais. Entregar mais, com menos burocracia e apenas papéis. Gerar um ambiente de compromisso com resultados efetivos e eficazes para todos a partir de um novo propósito, onde a proteção da integridade física, da saúde e da vida do trabalhador seja o maior negócio. A Sociedade de trabalho é organizada pelo homem, cabe a ele este papel transformador, educando, conduzindo, liderando esta construção. Em memória das vítimas do acidente e das doenças do trabalho que possamos todos refletir e agir em defesa destes valores. A vida não tem preço, nem sentença condenatória que possa mensurar o imensurável ou reparar o irreparável.

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

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